quarta-feira, dezembro 20, 2006

Presente ou ausente?

Final de ano é sempre a mesma correria, todo mundo querendo sair mais cedo do trabalho pra comprar presentes, correr atrás dos preparativos da ceia do dia 24... As ruas de SP estão um inferno por conta dos retardatários. Demorei uma cacetada de tempo pra chegar ao escritório e tudo por causa do trânsito, pois no caminho há um shopping.

Mas como esse será o Natal dos "Sem Presentes" eu tô tranqülia e só comprei presente pra minha mãe e para uma pessoa muito especial, muito amada e querida, que sempre fica ao meu lado e o presente eu até já entreguei porque queria demais compartilhar aquele momento com essa pessoa. Não pelo valor material do presente, mas pelo que representa, pelo que nos faz lembrar.

Minha mãe comprou presentes pra minha sobrinha, e para os filhos do William, meu caro amigo, que está colocando a minha casa abaixo, com uma mega-reforma.

Ah, e tem também o fato de eu não ter namorado, o que faz uma grande diferença! Ter que comprar presentes pra uma família inteira só pra dizer que você se importa com todos eles é demais. Suas palavras não bastam, você não pode chegar de mãos abanando. A sogra então, tem que ganhar um ou mais presentes e não ando muito a fim de encarar toda essa lenga-lenga de fim de ano. À merda com toda essa hipocrisia!

Nem preciso falar que esse é o meu momento.

Talvez eu compre um presente pra minha irmã, não sei. Tô com receio de comprar algo pra ela, porque nunca acerto o gosto. É uma merda e, pelo jeito dela, me incomoda ainda mais não acertar porque é só ela abrir a embalagem pra eu ouvir "ah, mas não tinha de outra cor?" ou então "ah, mas eu não uso jaqueta toda fechada!" ou pior "você vai ficar brava se eu for lá trocar?". Perco todo o tesão de dar presente pra minha irmã e, caso decida por dar algo, nem sei o que vou comprar.


Bom, eu ganhei um monte de presente, todos adiantados. Ganhei tanta coisa que tenho até vergonha de contar. Entre tantas coisas ganhei um corpo mais magro, saúde física e mental e paz de espírito.

Então, acho que vou desencanar, curtir bastante a reforma e meus presentes, afinal foram tantos, e eles continuam chegando. Que continuem vindo.

No final das contas, quando se tem saúde e a mente permanece ocupada, o bolso parece mais cheio e a vida parece mais leve. Ou será que de fato não o são?

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Chegou minha vez!

Estava pleiteando uma vaga aqui no prédio, mas a coisa é tão concorrida que quando entrei na fila haviam 14 pessoas na minha frente. Isso foi na sexta passada. Eu estava quase desistindo de conseguir uma vaga pra esse ano ainda. Na segunda-feira haviam 7 pessoas na minha frente. Mantive-me tranqüila (e caminhando até o estacionamento que fica longe daqui) e esperei.
Quando foi hoje de manhã a vaga saiu!
Que bom, agora posso parar o carro aqui no prédio e não pegar chuva.
Que pena que agora não posso mais comer doce depois do almoço, porque agora é do sexto andar pro menos um, e de elevador, sem subir nem descer escada.

Mas, pelo menos a vaga saiu.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

E a tal da magreza que tantos falam?

Nem preciso dizer que a alegria de eliminar 10 quilos é tremenda, né?

Nem preciso dizer que entrar na Levi's e comprar uma calça 36 me proporciona a maior satisfação, né?

Então tá.

E tudo porque agora peso 52 quilos.

Natal, adoro Natal!

Todo ano era a mesma coisa. Chegava essa época do ano e eu queria evaporar, sumir da face da Terra, tomar um comprimido que me fizesse dormir na época de festas e só acordar no dia 2 de janeiro.

Mas, neste ano, algumas coisas mudaram. Na verdade, muitas coisas mudaram. E a mais importante é que vou passar o Natal e o Ano Novo com as pessoas que mais amo e com as quais eu mais me preocupo. Além do que tem a reforma em casa, né? O pedreiro não terá folga, as coisas estão correndo no seu caminho natural e tudo está devidamente no lugar.

No começo, eu confesso, achei bem estranho o fato de tudo isso estar no lugar. Mas, e depois de tudo resolvido?

Eu tinha me acostumado com a baderna que era a minha cabeça, tinha me acostumado a lidar com pessoas desordeiras e egoístas, que me sugavam a alma e pediam mais com a sua desorganização e egocentrismo.

Aí, depois dessa repaginada total fiquei assim, totalmente na minha, cada um cuida da sua vida e tudo bem. Não adianta querer salvar o mundo e as pessoas que te cercam. O Mundo não tem salvação, e não estou sendo pessimista, estou sendo realista. Uma hora isso tudo acaba e pra quê tanto sofrimento da minha parte? Elas têm que abrir os olhos e sentir que o momento de mudar é AQUELE e não voltar atrás.

Mas uma coisa é certa: meu amor por mim é o maior do Mundo e nada pode mudar isso agora, pois comecei a percorrer um caminho sem volta. Mas, prestem atenção: não estou falando de um amor egoísta e cego, que te leva à beira do precipício e te empurra pelas costas. Estou falando de um amor diferente, de uma vontade de continuar sendo melhor comigo mesma e dando o melhor de mim para mim! Isso soa egoísta, mas não vou mudar uma pena de lugar. Até um tempo atrás, vivia para agradar aos outros e, quem leu esse maldito blog nos idos de setembro, viu o que aconteceu. Permiti que uma depressão, que já batia na porta há anos, entrasse, e me fodi, deixando tudo desmoronar e, pra ajudar a "acertar" de vez, estava com um cara que não ligava a mínima pra mim e mandou eu ir passear (por isso, não me venha falar de egoísmo. Não agora). Depois, descobri que o cara não tinha coragem de falar que ia embora de SP, por isso o pé na bunda (pelo menos é o que diz a boca pequena). A verdade, eu não faço a mínima questão de saber, já foi, já era.

Mas a minha vontade de crescer, de continuar sendo quem sou e melhorar a cada dia todas as coisas que não consegui acertar, ainda permanece e aumenta. E sei que isso durará a minha vida inteira, pois o dia que eu encontrar um jeito de deixar tudo certo, do modo como quero, não haverá motivos pra buscar mais nada.

Por isso, vou festejar as datas de fim de ano, com meu coração aberto e em paz comigo e com todos que me amam e estão ao meu lado. Afinal, tive um ano muito difícil, muito doloroso, muito cheio de mudanças. Aliás, mudança é assim mesmo, dói, é difícil e é muito complicada também. Principalmente com relação ao fato da aceitação. Aceitar a mudança torna tudo muito mais fácil. Para mim, a entrada para a fase adulta foi um parto com fórceps ao contrário, fui praticamente empurrada à fase adulta. Mas, até já me conformei com isso, me tornar adulta com 31 anos. Acho legal, até porque vou aproveitar ainda mais a vida a partir de agora. Serei uma adulta competente. Quanta gente que nem competente é e, pior ainda, nunca se tornará adulta?

Natal, seja bem-vindo e que todos os dias da minha vida sejam Natal.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Regalias

Tão bom poder comer um docinho depois do almoço! O melhor é que meu carro está parado num estacionamento longe daqui e, nessa caminhada, já queimo o docinho de leite que ingeri na hora do almoço.
Ai, quanta regalia pra uma semana só!

quinta-feira, novembro 30, 2006

Pra não dizer que não postei nada

Faz uma semana que não escrevo nada aqui.

Bom, foi uma semana.

Agora que já escrevi, zera o contador.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Sra. Esposa do Cara do Metrô:

Não estou a fim do seu digníssimo esposo.

Pare de entrar na minha página no Orkut.

Obrigada,

Assinado: Mulher Assediada

quinta-feira, novembro 16, 2006

Fim de semana no Parque Ipê

Qualéqui é mano brown?

Bom, passada a minha fase barraqueira, pois até no Orkut do cara eu escrevi A tua mulher também tem rosto angelical?, voltei ao meu normal.

Fui levar a minha sobrinha pra brincar no parque na manhã ensolarada de ontem. Nada como o parque do Ibirapuera, mas é muito mais limpo e seguro que o Ibirapuera. É claro que eu, como paulistana nata, e que morou a vida toda em Moema, não abro mão do Parque do Ibirapuera. Andei muito de bicicleta com rodinhas, depois sem rodinhas. Depois ganhei um par de patins e ia de bicicleta com os patins na sacola. Adorava. Quem sabe poderei ainda esse mês levar a minha sobrinha no Ibirapuera, mas já não é a mesma coisa. É que a sujeira lá toma conta, a última vez que fui tava um cheiro horrível e tinha gente de todo o país lá.
Na verdade esse parque fica perto de casa, é muito seguro e tranqüilo e ela aproveitou bastante. Até eu, que estava com camiseta de mangas curtas fiquei com os braços vermelhos de tanto carregá-la pra lá e pra cá e hoje estou sem poder usar regatas ou blusas de alcinha. Mas tudo pela pequenina que é uma graça e me chama de titia com o maior dengo do mundo.



Essa é a minha irmã segurando minha sobrinha, que foi muito mais esperta e foi de regata E passou protetor solar.

E fez-se a luz...

Pois é, eu te disse, blog querido, que nunca me abandona (exceto quando o google tá em manutenção).
O cara que me assediou no metrô, vocês lembram? Ou ele me bloqueou no Orkut ou ele SAIU do Orkut.

Acho que agora ele não me procura mais.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Quem se diverte mais?

Segundo tempo

O rapaz insiste!

Minhas conclusões de nada serviram e a teoria do meu post anterior foi por água abaixo.

O cara não viu nada no Orkut, nem imagina que eu sei que ele é casado e ligou porque disse que quer me encontrar. Queria evitar a saia justa, mas não será possível.

Cara casado, ainda por cima mentiroso, é pior ainda! Disse que não ligou no final de semana, pois ficou ocupado com um problema numa tese. Traduzindo: a esposa dele é um problema de tese.

Saco de mundo, viu.

E o que foi que eu disse?

Estão curiosos para saber a situação do rapaz que, semana passada, me encheu de elogios e pediu meu número de telefone? Estão? Estão?

Pois bem, como ele me deu o nome completo dele, pois queria impressionar dizendo que havia escrito um livro (ele poderia ter usado um pseudônimo, mas dei sorte na pesquisa), fui no Orkut, a maior ferramenta de fuçação-na-vida-dos-outros de todo o planeta depois do google (se não for maior de todos eles, até porque revela detalhes aterradores, muitas vezes).

E estava lá: CASADO

Agora, fico pensando: será que ele sabe que visitei a página dele? Espero que sim, porque eu não tenho marcada nas minhas configurações aquela opçãozinha hipócrita de não ser vista pelos outros quando fuço a vida de alguém. Tomara que ele tenha me visto e não ligue mais. Como não ligou no final de semana, acho que me viu, sim. E acabou caindo no link deste blog.

Evitei problema, caros amigos! Não me envonlvi com um cara casado. E colaborei pra uma chifruda a menos no mundo: a pobre da coitada da esposa desse camarada.

E fim de papo.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Very, very suspicious!

Ontem um fato inusitado aconteceu:

Tô eu lá, sentada no metrô, esperando ele partir em destino à estação que desço quando meu olhar cruza com o de um homem muito bonito, elegante. À primeira vista, ignorei, mas depois começou aquele flerte de "Olha-não-olha. Tá olhando. Olhou pra mim. Olhou pra mim, de novo!" E assim foi o trajeto todo.

Faltando uma estação pra eu descer, o sujeito murmurou "Vai descer nessa ou na próxima?" Na próxima, respondi. E ele ficou lá na porta, quase virado de costas pra mim, esperando que eu levantasse e fosse na direção dele.

-Oi, bom dia. Disse ele, muito discretamente.
-Bom dia.
-Achei que nunca mais fosse te ver.
-Quer dizer que eu já peguei metrô com você?
-Não, achei que essa seria a única vez que te veria no metrô.
-Ah, mas isso, certamente aconteceria porque nunca pego o metrô nesse horário.
-Poxa que sorte a minha!

A porta abriu e saimos, claro. Afinal eu tinha que descer naquela estação.

Mas o cara, moreno, bonito, me enchendo de elogios, falando da minha voz macia, todo romântico, falando do meu rostinho angelical, comentou que escreveu um livro e que trabalha na Paulista e blá blá blá... Pensei na hora: "tá querendo impressionar"

-Me dá seu número?
-Dou o do escritório.
-você trabalha com o quê?
-Diagramação e editoração de arte e você?
-Trabalho num banco.

Pensei, a vida é uma lástima. Será que daqui pra frente só vou conhecer gente que trabalha em banco?

-Sei, e qual o seu nome?
-Alexandre.

Na hora fiquei com vontade de falar "Olha cara, você é muito romântico, uma graça de pessoa, mas, Alexandre, que trabalha em banco, eu já tive minha cota. Você tá brincando comigo. Pessoal da pegadinha pode sair!"

-Bom, então te ligo na hora do almoço, pode ser?
-Claro.

E ele ligou. Foi educado, disse que escreveu um livro (e foi publicado) e está fazendo mestrado de economia na USP, mas eu fiquei com a sensação que esse cara romântico, lindo, charmoso e tão educado é casado. Não tenho dúvidas. Esse cara é casado, leiam o que estou escrevendo, porque terei a prova cabal disso.

Aí, ligou de novo hoje. Disse que minha voz é linda, que eu sou linda, que quer me ver de novo, mas que a agenda está apertada e blá blá blá... Tudo o que eu já sei. Disse que ligará no fim de semana. E eu disse que tudo bem, que ligue, mas que minha agenda também está apertada e não passarei o final de semana em casa.

Esse cara é casado. E eu não sou tonta.

Gravem bem o que escrevi.

Bom final de semana a todos.

Beijos.

quarta-feira, novembro 08, 2006

As "coisas" da minha cabeça

Meu psiquiatra disse que felicidade não é doença. E que pela minha cara tenho feito muito mais amizades por parecer muito mais simpática e atraente.

Eu dirigi o carro do meu chefe e o carro é mais gostoso de dirigir do que parece. Eu retiro o que eu disse. Disse pra ele que carro sedan é carro de velho. É carro de velho que sabe o que é bom (não podia perder a oportunidade, chefe).

Meus problemas não têm o tamanho que eles tinham antes, e agora eu entendo algumas coisas que estavam na minha cara, mesmo que algumas pessoas me negassem a verdade, por vergonha de assumir sua própria situação.

O médico esteticista não vê defeito em mim. Nem as massagistas.

Bom, amanhã tem psicanalista e tenho mais um monte de coisa pra contar pra ela.

E, agora eu vou voltar ao trabalho porque meu chefe está de olho.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Eu e minha "falta de tempo"

O dia em que eu parar de inventar coisas pra fazer vou parar de reclamar da minha falta de tempo.

Se bem que agora eu nem posso reclamar porque estou gostando dessa correria. Estou adorando cada minuto sem tempo, com uma vida inteiramente dedicada a mim.

Sim, estou assumindo uma fase egoísta, deliciosa, chega até a ser profana de tão prazerosa.

Eu sou tão má...

quarta-feira, novembro 01, 2006

This is not what I'm like, this is not what I do

Não disse que The Magic Numbers é uma delícia de som? Quem não conhece precisa escutar.

I See You, You See Me


I never wanted to love you, but that's okay
I always knew that you'd leave me anyway
But darling when I see you, you see me

I asked the boys if they'd let me go out and play
They always said that you'd hurt me anyway
But darling when I see you, I see me

And it's alright
I never thought I'd fall in love again
It's alright
I look to you as my only friend
It's alright
I never thought that I could feel there's something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again

I never thought that you wanted for me to stay
So I left you with the girls that came your way
And darling when I see you I see me

I often thought that you'd be better off left alone
Well throw a circle round a man with broken bones
But darling when I see you, I see me

It's alright
I never thought I'd fall in love again
It's alright
I look to you as my only friend
It's alright
I never thought that I could feel there's something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again

You always looked like you had something else on your mind
When I try to tell you, you tell me "nevermind"
But darling when I see you, you see me

I wanna tell you that I never loved anyone else
You wanna tell me that you're better off by yourself
But darling when I see you, you see me

Oooh, oo-oo-oooh...
This is not what I'm like, this is not what I do
This is not what I'm like, I think I'm falling for you

This is not what I'm like, this is not what I do
This is not what I'm like, I think I'm falling for you
(repeat)

I never thought
This is not what I'm like, this is not what I do
I never thought
This is not what I'm like, I think I'm falling for you
(repeat)

I never thought that I could feel there's something
Rising, rising in my veins
And it looks like I feel there's something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again

terça-feira, outubro 31, 2006

Hora de ouvir...

The Magic Numbers.

Delícia de som.

Burn in hell, yeah you'll burn in hell for your sins

Essa é uma das letras que mais gosto de Muse, que faz parte do último álbum, Black Holes and Revelations.

Que letra mais apocalíptica... Acho que é por isso que gosto tanto.

Take A Bow - Muse

Corrupt, you corrupt,
Bring corruption to all that you touch.

Hold, you’ll behold,
And behold and for all that you’ve done.

And Spell, cast a spell,
Cast a spell on the country you run.

And risk, you will risk,
You will risk all their lives and their souls.

And burn, you will burn,
You will burn in hell, yeah you’ll burn in hell.
You’ll burn in hell, yeah you’ll burn in hell for your sins.

Ooohhh.
Our freedom is consuming itself,
What we've become is contrary to what we want
Take a bow.

Death, you bring death and destruction to all that you touch.

Pay, you must pay
You must pay for your crimes against the earth.

Hex, feed the hex
Feed the hex on the country you love

Beg, you will beg
You will beg for their lives and their souls.

Yeah,
Burn, you will burn,
You will burn in hell, yeah you’ll burn in hell,
You’ll burn in hell, yeah you’ll in hell,
Burn in hell, yeah you'll burn in hell for your sins.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Vê mais 4!

Lula só pode pedir mais quatro anos.

É que a mão dele.... vocês sabem né...

sexta-feira, outubro 27, 2006

Consumo

Tenho que admitir que meu tipo de compras mudou muito ultimamente.

Por exemplo, eu tenho comprado remédio. Tenho gasto meu dinheiro com médicos. Mas também passei a freqüentar uma clínica de estética. Estou sendo muito bem tratada e tenho me sentido uma rainha lá dentro. É tudo feito pra mim e por mim.

Ah, também comprei mais duas camisetas da Carranca e estou até pensando em fazer uma tatuagem por causa de uma delas. Vamos ver se o dono da arte autoriza.

Com certeza meu consumo mudou muito, mas de algumas coisas eu não posso reclamar. Estou ficando mais bonita e mais satisfeita comigo mesma.

Ah, também estou apaixonada por mim. Estou me namorando há um mês e pelo visto será um longo namoro.

Sem contar os seis quilos que eliminei (antes de entrar para a clínica de estética) e as sete calças que voltaram a servir, e a infinidade de roupas que voltei a usar.

Que me perdoem os invejosos, mas eu estou linda. E satisfeita (eu já disse isso?)

Bom final de semana a todos.

terça-feira, outubro 24, 2006

Eu trabalho em Footloose!!!

Eu trabalho em Footloose. Aquela cidadezinha onde ninguém podia se divertir ao som de música alguma.

Um dia eu me revolto, como o Kevin Bacon, na versão feminina com saia rodada, e subo em cima da minha mesa e vou cantar bem alto:

Loose, footloose
Kick off your Sunday shoes
Please, Louise
Pull me offa my knees
Jack, get back
C'mon before we crack
Lose your blues
Everybody cut footloose


Alguém me acompanha?

RECADO:

Seu MONSTRO, agora sei toda a verdade.

Que coisa feia! tsc tsc tsc...

Que vá em paz.

Simples

Eu amo minha irmã. Amo.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Ser Mulher

Ser mulher é, antes de abrir os olhos, já imaginar o dia. É levantar da cama com a preocupação de ter uma hora e meia para um bom café da manhã, tomar um bom banho, colocar lentes de contato, fazer maquiagem, escolher a roupa, o sapato, a bolsa. Tudo em nome da vaidade

Ser mulher é ter que carregar uma nécessaire que tenha desde pinça até absorvente, de batom até band-aid. É ter que carregar tudo isso dentro de uma bolsa média que também seja bonita e que combine com a roupa.

Mas se “Ser Mulher” fosse somente se preocupar com essas coisas, que num dia qualquer você pode deixar tudo em casa e sair sem se preocupar, seria tudo muito diferente.

Ser mulher é mais que isso.

Ser mulher é ter de sair pra trabalhar com a preocupação de chegar cedo, mas mesmo assim, não deixar que a cólica menstrual estrague seu dia. É ter de lidar com as cólicas, as espinhas e a TPM por pelo menos até os 45 anos. É ter de lidar com um fatídico absorvente, distraidamente mal colocado, que pode, no meio do caminho, causar uma catástrofe e que pode fazer você acabar tendo que voltar pra casa. É ter de ir trabalhar com cólicas de revirar os olhos maquiados, mas tendo de manter a carinha bonitinha e o batom dentro do contorno da boca. É ter de pegar o ônibus lotado e o metrô idem, com sacola da academia e bolsa no ombro e passar todo o trajeto em pé. E ainda olhar para a cara daquelas pessoas não tão velhas ou muito jovens que estão ali sentadas e não se oferecem nem pra segurar sua bolsa.

Ser mulher é andar na rua ouvindo cantadas impronunciáveis, muitas vezes de fazer o rosto corar e querer entrar no primeiro bueiro. Mas isso ainda é melhor do que levar uma passada de mão no bumbum ou, muito pior, nos peitos. Isso sim é horrível! Gostaria de saber se algum homem já levou uma passada de mão no bumbum ou nos peitos. E mesmo que isso já tenha acontecido, duvido que seja tão ultrajante quanto é para uma mulher. Uma mulher como eu, que cresceu sendo educada para ser educada, gentil. É, as coisas mudaram há muito tempo e eu não me adaptei.

Ser mulher é chegar no trabalho, subindo pelas escadas para manter as pernas em forma, sem poder derrubar uma gota de suor, senão fica feio. É ter de chegar de cara bonita mesmo depois de ter virado o pé nas calçadas esburacadas de São Paulo.

Ser mulher é ter de usar o tempo do escritório pra pagar as contas, resolver horários no médico, imprevistos com contratos de prestação de serviços. É ter de trabalhar sorrindo, porque o contrário quer dizer que você não está bem, apesar de estar apenas concentrada. É, antes de mais nada, cumprir com seu trabalho, nunca deixar acumular, nunca deixar que reclamem.

Ser mulher é não poder correr o risco de chegar tarde sozinha em casa. “Alvo fácil”, diz a polícia. Mas onde está a polícia que nunca passa na rua em que moro quando estou chegando? Só passa pela manhã. Grande feito!

Ser mulher é ter de ouvir que “se você não foi mãe, se não gerou um filho, não sabe o que é ser mulher!”

Apesar das contradições, não troco a minha posição. Posso me mimar comprando um simples brinco, uma bijouteria qualquer. Posso ter 50 pares de sapato no garda-roupas, mesmo não cabendo. Posso ter calças, blusas e vestidos de todas as cores e ir em festas sem repetir as roupas. Posso usar vestido de alcinha no calor, posso usar chinelo de dedo! E posso fazer isso no trabalho! E mesmo com cólica, se for um dia tranqüilo, estou satisfeita.

Ser mulher é mesmo uma dádiva. E minha melhor companhia sou eu mesma.

Na próxima venho mulher de novo.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Hilda Hilst - Fantástica

Delicatessen

(Crônica de Hilda Hilst para o Correio Popular de Campinas-SP)

Você nunca conhece realmente as pessoas. O ser humano é mesmo o mais imprevisível dos animais. Das criaturas. Vá lá. Gosto de voltar a este tema. Outro dia apareceu uma moça aqui. Esguia, graciosa, pedindo que eu autografasse meu livro de poesia, "tá quentinho, comprei agora". Conversamos uns quinze minutos, era a hora do almoço, parecia tão meiga, convidei-a para almoçar, agradeceu muito, disse-me que eu era sua "ídala", mas ia almoçar com alguém e não podia perder esse almoço. Alguém especial?, perguntei. Respondeu nítida: "pé-de-porco". Não entendi. Como? "Adoro pé-de-porco, pé-de-boi também". Ahn... interessante, respondi. E ela se foi apressada no seu Fusquinha. Não sei por que não perguntei se ela gostava também de cu de leão. Enfim, fiquei pasma. Surpresas logo de manhã.

Olga, uma querida amiga passando alguns dias aqui conosco, me diz: pois você sabe que me trouxeram uma noite um pé-perna de porco, todo recheado de inverossímeis, como uma delicadeza para o jantar? Parecia uma bota. Do demo, naturalmente. E lendo uma entrevista com W. H. Auden, um inglês muito sofisticado, o entrevistador pergunta-lhe: "O que aconteceu com seus gatos?" Resposta: "Tivemos que matá-los, pois nossa governanta faleceu". Auden também gostava de miolo, língua, dobradinha, chouriços e achava que "bife" era uma coisa para as classes mais baixas, "de um mau gosto terrível", ele enfatiza. E um outro cara que eu conheci, todo tímido, parecia sempre um urso triste, também gostava de poesia... Uma tarde veio se despedir, ia morar em Minas... Perguntei: "E todos aqueles gatos de que você gostava tanto?" Resposta: "Tive de matá-los". "Mas por quê?!" Resposta: "Porque gatos gostam da casa e a dona que comprou minha casa não queria os gatos". "Você não podia soltá-los em algum lugar, tentar dar alguns?" Olhou-me aparvalhado: "Mas onde? Pra quem?" "E como você os matou?" "A pauladas", respondeu tranqüilo, como se tivesse dado uma morte feliz a todos eles. E por aí a gente pode ir, ao infinito. Aqueles alemães não ouviam Bach, Wagner, Beethoven, não liam Goethe, Rilke, Hölderlin(?????) à noite, e de dia não trabalhavam em Auschwitz? A gente nunca sabe nada sobre o outro. E aquele lá de cima, o Incognoscível, em que centésima carreira de pó cintilante sua bela narina se encontrava quando teve a idéia de criar criaturas e juntá-las? Oscar, traga os meus sais.



(Segunda-feira, 1 de março de 1993)

nada de novo...

nada de novo...

nada de novo...

Ah, fiz as unhas. Isso é novo!

quarta-feira, outubro 18, 2006

Há alguém?

Alguém que me liberte desse sentimento de aflição, de insatisfação, de angústia?

Será que existe alguém ou algum remédio que tire de mim essa vontade de que o ano acabe ou que, pelo menos, que esses dois meses passem logo? Eu quero que Dezembro chegue, por favor!!!


Há alguém que faça o tempo passar mais rápido, POR FAVOR???

Hoje estou impossível, vou explodir.

terça-feira, outubro 17, 2006

Olhando pela vitrine



O dia que eu puder, esse quadro vai pra parede de casa.

papos bestas

Às vezes, você não se irrita com as conversas ao seu redor?

Eu tenho que aturar cada besteira faraônica aqui que não dá nem pra acreditar.

Saco...

Manias - Parte II

Embora eu ache muito divertido ficar observando e ridicularizando as pessoas que não têm a menor noção das coisas, eu preciso parar com isso.

Evento e Disparo Cósmico

Estou repassando a notícia. Pra mim, não custa nada.

Por Doriana Tamburini

Um evento de disparo cósmico deverá acontecer no dia 17 de outubro. Um dos muitos que deverão ocorrer até 2013.

Os raios pulsantes de um beam [feixe de luz ultravioleta (UV)] de uma dimensão mais alta no universo, cruzará a rota da Terra e estaremos sob influência desses raios durante 17 horas do nosso tempo, neste dia.

Este beam ressoa no chacra do coração. É de radiação fluorescente em natura, azul/magenta em cor. Apesar de ressoar nesta frequência está acima do espectro de cores do nosso universo como, nós da Terra, conhecemos.

Porém, pela natureza de nossas almas ou grupos de almas operando nas bandas de frequência do universo terá efeito sobre nós. Esse efeito será a ampliação de nossos pensamentos e emoções na intensidade de um milhão de vezes.

Sim, um milhão de vezes mais. Cada pensamento, cada emoção, todas as intenções, cada desejo, não importa se bom ou ruim, doente, positivo, negativo, será ampliado mais de um milhão de vezes na sua intenção.

O que isto quer dizer?

Já que a manifestação da matéria é causada pelos pensamentos, no que focarmos este feixe acelerará estes pensamentos e os solidificará numa proporção acelerada, fazendo-os manifestarem-se um milhão de vezes mais rápido do que normalmente aconteceria. Para os que não compreenderam, criamos nossa realidade a partir dos pensamentos e desejos que focamos.

Este feixe de luz poderá também ser um perigoso instrumento, pois se estiver focado em pensamentos negativos, eles se manifestarão na sua realidade, quase que imediatamente. Porém, ele poderá ser um precioso presente para que você possa usá-lo positivamente. A missão - 17/10/2006 - requer aproximadamente um milhão de pessoas focando positivamente, no bem, bons pensamentos para si próprio e para a Humanidade, neste dia.

Poderemos estar próximos de um milagre pela união do bem. Pedimos pensamentos positivos focados na cura, bem estar, delicadeza, gratidão.

Este feixe UV estará com total efeito às 17 horas no dia 17 de outubro de 2006. Não importa em que lugar do planeta você esteja. De aproximadamente 10:17 a.m. do dia 17 de outubro às 1:17 a.m. do dia 18 de outubro. Seu pico será às 17:10 (5:10 p.m.) do dia 17.

Não é preciso estar em estado meditativo durante todo o período, porém seria o mais benéfico. O importante é fazê-lo principalmente às 17:10 deste dia. Procure um lugar tranquilo para elevar seu pensamento. O melhor seria em lugares fora da cidade, na terra, próximo a uma grande árvore ou próximo ao oceano.

Este evento do disparo do feixe UV é chamado de portão "818".

Junte-se a pessoas de bom coração, pessoas que amam a vida e amam viver, para que se unam conosco neste dia e hora, elevando nossos pensamentos para o bem da Humanidade. Precisamos reunir 1 milhão de pessoas para mudar a sensação de separação e fragmentação da Humanidade para uma Real Maturidade de Unificação e Unidade. Esta é a nossa oportunidade de reavermos o que por direito nos pertence: PAZ, PROSPERIDADE para toda a TERRA e HUMANIDADE. Este é um presente do Universo, uma resposta aos seus pedidos e orações.

Conto com todos vocês.


E-mail enviado por Sr. George Soohmel

segunda-feira, outubro 16, 2006

Hoje...

Eu quero ir de aviãozinho mesmo. Aquele que ainda falta uns retoques...

Manias - Parte I

Eu tenho que parar com essa mania de colocar o cabelo atrás da orelha.

A Hora da Foto

Então, eu comentei que na semana passada eu tinha ido à uma festa. Só não disse que era uma festa de aniversário para comemorar os oito anos da ONG da qual minha mãe faz parte. E essa tal ONG trata de assuntos da melhor idade, mas tinha tanta gente para parabenizar a ONG que nem foi tão naftalina quanto eu pensava (que maldade). Tinha até mais gente da minha idade, pois os associados levaram os filhos, os netos... No fim foi muito diferente e divertido e acabamos fazendo uma foto com as TOP da Organização pra registrar o momento histórico.


Dona Filomena, Dona Luciana (eu mesma), Dona Anita e Dona Olga.

Maldito Horário de Verão

Nem chegou e já badernou todos os relógios, inclusive o do meu humilde blog.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Depois da obrigação...

Agora que já acabei meu trabalho, começo a contagem regressiva para o feriado prolongado.

Semana que vem, se der, trago a foto de uma festança que rolou na sexta passada. Se eu não esquecer, é claro.

Mas, enquanto segunda-feira não chega, e isso significa que ficarei quatro dias longe do computador, vou curtir um pouco o tempo bom e livre que apareceu, vou fazer umas coisas diferentes e aproveitar esse momento tão delicioso na minha vida. Vou comemorar a chegada (e o retorno) de pessoas maravilhosas na minha vida, e agradecer. Tenho muito a agradecer. Nem dá pra acreditar que a minha vida tem mudado todos os dias e que estou conseguindo colocar as coisas em ordem. Também não dá pra acreditar que há um mês eu era só lamúria e desespero. Bom, é só ler os posts mais antigos que eu logo volto a acreditar e isso é bom porque tá lá, registrado tudo o que passei, tudo o que vivi e todos os que me apoiaram.

Um beijo enorme, cheio de felicidade para todos os meus amigos que lêem esse blog.

Mudando o disco, literalmente

Como é bom poder voltar ao passado e ouvir Cabeça Dinossauro depois de velha.

Pra quem não se lembra, essa é a lista de músicas desse álbum:


1. Cabeça Dinossauro
2. AA UU
3. Igreja
4. Polícia
5. Estado Violência
6. A Face Do Destruidor
7. Porrada
8. Tô Cansado
9. Bichos E Escrotos
10. Família
11. Homem Primata
12. Dívidas
13. O Quê

Ah, se eu pudesse voltar a ser adolescente...

terça-feira, outubro 10, 2006

Como poderia...

Trecho da música Algebra - A Camp

At the speed of love
You moved inside my home
And nothing is alright
If you are still alone
And your heart
Is waiting that
The sound of you and everyone
Is still you're always on the wrong
From the poison in your love
And your heart
Is on the outside
Of your chest

segunda-feira, outubro 09, 2006

Hoje já é quarta!

Contando que hoje já é quarta e nessa semana terei dois finais de semana seguidos... nossa, que coisa mais deliciosa!

Dia de ir ao Oftalmologista

sexta-feira, outubro 06, 2006

Eu assumo

Eu estou apaixonada.

Já tem um tempo, mas numa relação a gente tem que agir com cautela.
Agora que nós dois estabelecemos uma relação séria, pois ele foi até morar na minha casa é hora de assumir:

Eu estou apaixonada pelo Andrew Stockdale, vocalista/guitarrista do Wolfmother.









Não sei precisar há quanto tempo estou flertando com ele, mas ontem foi a noite em que obtive sucesso e casei-me com ele. Comprei seu CD e agora posso dizer que é oficial:
Tenho o CD do Wolfmother em CASA.

Sou uma mulher mais feliz agora.


quinta-feira, outubro 05, 2006

Qual dos dois é você?



Isso me faz lembrar uma piadinha só não me lembro onde foi que ouvi ou li:

Só existem dois tipos de pessoas, as que choram e as que fabricam lenços.

Será que foi em Malvados, Seinfeld... Definitivamente Malvados.

Ah, maldito mundo sarcástico...

Ganho a maquiagem e levo o rosto da Fátima Bernardes

Hoje ganhei uma aplicação de maquiagem completa.

Explico: fui fazer as unhas e lavar o cabelo, mas o pessoal do salão achou que eu estava com cara de tristinha e eles resolveram fazer escova e me maquiar completamente. Fiquei linda e, mais uma vez, disseram que fiquei parecida com a Fátima Bernardes. Ela que me perdôe, mas sou mais eu (exceto pelo marido dela).

Numa outra ocasião uma catadora de papel disse que eu parecia com a Fátima Bernardes, mas você acha que eu acreditei?

Aí, cheguei no escritório (sim, fui trabalhar logo em seguida, toda maquiada, afinal era hora do almoço) e todos começaram a me achar parecida com a Fátima Bernardes. Até a música e o "Boa Noite" da Fátima Bernardes eu já recebi por e-mail.
Já tô tão íntima dela que vou me oferecer para dublê de corpo. Será que funciona?

Mais do que uma imagem




João, quantas vezes você já viu o céu assim? Inúmeras, provavelmente.

Pela primeira vez em minha vida o céu se abriu assim pra mim. E quem me mostrou foi você, meu amigo inestimável.

Baby, did you forget to take your meds?

De uns dias pra cá tenho esquecido de tomar os remédios e tenho me sentido muito bem. Acho que vou ter uma nova conversa com o psiquiatra.

Até minhas roupas mudaram. Tenho usado mais brilho, emagreci, estou me sentindo relmente bem.

De uns dias pra cá...

quarta-feira, outubro 04, 2006

Mais de Placebo - Post Blue

Nossa, essa semana tô tão Placebo!
Não, isso não quer dizer que eu venha tomando remédio de farinha de trigo. Quer dizer que as músicas do último disco da banda não saem da minha cabeça, e hoje a que toca é essa, que me faz lembrar de um certo aviãozinho no quadril.


It’s in the water baby, it’s in the pills that bring you down
It’s in the water baby, it’s in your bag of golden brown
It’s in the water baby, it’s in your frequency
It’s in the water baby, it’s between you and me

It’s in the water baby, it’s in the pills that pick you up
It’s in the water baby, it’s in the special way we fuck
It’s in the water baby, it’s in your family tree
It’s in the water baby, it’s between you and me

Bite the hand that feeds
Tap the vein that bleeds
Down on my bended knees
I break the back of love for you
I break the back of love for you
I break the back of love for you
I break the back of love for you

It’s in the water baby, it’s in the pills that bring you down
It’s in the water baby, it’s in your bag of golden brown
It’s in the water baby, it’s in your frequency
It’s in the water baby, it’s between you and me

Bite the hand that feeds
Tap the vein that bleeds
Down on my bended knees
I break the back of love for you
I break the back of love for you
I break the back of love for you
I break the back of love for you
I break the back of love for you
I break the back of love for you
I break the back of love for you
I break the back of love for you

Uau!

Nada como ver a vida por outro ângulo!

João, obrigada por tudo o que você fez e disse todos esses dias, com toda a sua preocupação comigo. Você é um dos amigos que mais prezo e zelo.

E, por você levar essa vida maluca, nos ares, essa vida que você adora e não troca por nada nesse mundo, me orgulho de você.

Faça boa viagem e volte logo!



(Essa foto é do João, fazendo o que mais gosta)

terça-feira, outubro 03, 2006

Tudo muda, de repente

Bom, daqui a pouco não estou mais aqui e o futuro a Deus pertence.

Só mais uma horinha...

someone call the ambulance there’s gonna be an accident!

Adoro essa música do Placebo.

Infra-red

One last thing before I shuffle off the planet
I will be the one to make you crawl
so I came down to wish you an unhappy birthday
someone call the ambulance there’s gonna be an accident
I’m coming up on infra-red,
there is no running that can hide you
cause I can see in the dark
I’m coming up on infra-red,
forget your running, I will find you
one more thing before we start the final face off
I will be the one to watch you fall
so I came down to crash and burn your beggars banquet
someone call the ambulance there’s gonna be an accident
I’m coming up on infra-red,
there is no running that can hide you
cause I can see in the dark
I’m coming up on infra-red,
forget your running, I will find you
(I will find you!)
[distorted singing]
someone call the ambulance there’s gonna be an accident
I’m coming up on infra-red,
there is no running that can hide you
cause I can see in the dark
I’m coming up on infra-red,
forget your running, I will find you
cause I can see in the dark
I’m coming up on infra-red,
there is no running that can hide you
cause I can see in the dark
I’m coming up on infra-red,
forget your running, I will find you
I will find you, I will find you

Enquanto isso, na Sala de Justiça...

Descobri na psicanálise que sou uma pessoa fechada. Que não deixo as outras pessoas se aproximarem de mim, mas ainda estou meio na dúvida sobre ficar na defensiva ou não.

Mudando de assunto, hoje tem tudo pra ser um dia legal. Vou encontrar uma pessoa maneira. Tô morrendo de saudades...

segunda-feira, outubro 02, 2006

Psiquiatra, advogado, dentista, apuração... Começa a semana

É, tentar sobreviver nessa selva não é fácil.

Sexta-feira, quando acabei de chegar ao escritório, recebi a ligação da minha mãe: problemas a serem resolvidos com uma advogada. Lá vai Luciana largar tudo pra correr atrás de papelada em cartório e fórum, tudo de novo, dessa vez por outros motivos.

Bom, fomos até a advogada, que estava em fechamento, e nos deu um chá de cadeira. Sei que fiquei na rua resolvendo coisas da "justiça" e da "lei" indo e vindo em cartórios de registros o dia todo. Engraçado como "o dia todo" para os cartórios soa diferente: para uns, "o dia todo" é das 10h às 16h e para outros é das 9h às 15h. Eu queria ser filha de dono de cartório. Deve ser futuro garantido para filhos, netos e bisnetos a perder de vista. Mas não, fui nascer numa família de classe média ou como diria o professor da minha mãe na época da ditadura: filhinha da capitalista. Grande filho da puta essa cara. Se ele soubesse como a nossa vida sempre foi difícil.

Depois de tudo combinado e nada resolvido com a advogada e os benditos cartórios, fui ao psiquiatra, que acha que eu estou melhorando. Fizemos uma hora de relaxamento e ele mudou novamente a dosagem do medicamento que estou tomando. Saí de lá relativamente bem, mais leve, mas com uma ponta de preocupação. Não sabia o que era.

Resolvi então comprar o remédio, que é tarja preta e com receita controlada, numa farmácia que nunca entrei. Mas fui, era caminho, não queria mais bater perna e acabei comprando o remédio naquela farmácia estranha, meio largada. E não é que depois de ter pago o dobro do preço pelo mesmo remédio concluo que fui duas vezes roubada? A primeira foi com o meu consentimento porque paguei mais caro, mas a segunda... Na segunda vez, em algum momento, "puxaram" o remédio de dentro da minha sacola e eu não percebi. Só fui me dar conta do ocorrido quando cheguei em casa. Aí, nessa hora eu lembrei que não estava me sentindo bem na hora que comprei o remédio, que algo iria acontecer e que eu, definitivamente, não deveria ter comprado o remédio naquela farmácia. Deveria ter andado um pouco mais e comprado o remédio na farmácia de sempre. E é claro que chorei de raiva ao perceber que tinham tirado o remédio de dentro da minha sacola sem que eu visse. Tomei meu outro remédio e dormi até o dia seguinte.

No dentista correu tudo normal, com dor e anestesia num determinado músculo e, conseqüentemente, ganhei um trismo, que é uma alteração motora dos nervos trigêmeos, que impossibilita a abertura da boca.

Voltei para casa, onde dormi o resto do dia. Melhor pra mim, porque ter que sair no dia seguinte pra votar e ainda por cima com dor seria um saco, até já previa.

Aí, ontem foi aquela coisa de sair pra votar, pegar duzentos e trinta e cinco ônibus, enfrentar bêbados gritando na rua que é "PT de ponta a ponta" (só pra mim que serve essa merda de lei seca, nunca consegui comprar bebida alcoólica em véspera de eleição) e ainda tomei uns dois ônibus errados porque a minha mãe fez confusão. Ainda bem que tem bilhete único.

Depois de toda essa agitação (veja que final de semana superultraplussupimpa) cheguei em casa, me larguei no sofá e comecei o zapping nos canais. Vê filme, intercala com apuração, vê série, apuração.

Serra ganha no primeiro turno.

Alckmin e Lula vão para o segundo.

(E eu lá lembrando do maldito que roubou o meu remédio, seja ele quem for.)

Pelo menos, agora o Alckmin vai pro segundo turno pra brigar de novo com esse nosso presidente "cego". E ainda li no Estadão que o Alckmin foca nos escândalos e diz que continuará a bater.

Mas hoje já liguei pro meu médico pra pedir uma nova receita e parece que está tudo resolvido. E hoje também tenho dentista, mas o trismo praticamente já foi embora, tá só uma dorzinha meio chata, mas como vou falar mal de muita gente ainda hoje e vou movimentar bastante os meus nervos trigêmeos é capaz de já na hora do almoço eu nem ter mais nada.

Que dia lindo!

quinta-feira, setembro 28, 2006

Uma fenda no tempo

Isn't it a pity
Now, isn't it a shame
How we break each other's hearts
And cause each other pain
How we take each other's love
Without thinking anymore
Forgetting to give back
Isn't it a pity

Some things take so long
But how do I explain
When not too many people
Can see we're all the same
And because of all their tears
Their eyes can't hope to see
The beauty that surrounds them
Isn't it a pity

Isn't it a pity
Isn't is a shame
How we break each other's hearts
And cause each other pain
How we take each other's love
Without thinking anymore
Forgetting to give back
Isn't it a pity

Forgetting to give back
Isn't it a pity
Forgetting to give back
Now, isn't it a pity


What a pity
What a pity, pity, pity
What a pity
What a pity, pity, pity


Que momento mais ingrato para lembrar de George Harrison...

O que vim fazer aqui???

Só pra não perder o hábito de escrever pelo menos um post por dia útil no blog, estou escrevendo esse aqui, agorinha mesmo, só pra dizer que não tenho nada de novo pra contar e que hoje estou caindo de tanto sono.

E ainda tenho psicanálise.

E amanhã tenho psiquiatra. Vou pedir um atestado pra não ter que votar no domingo.

-Doutor, quero um atestado de loucura, insanidade temporária, pra não ter que votar no domingo. Não estou em condições de cuidar de mim, vou ter condições de votar?

Mentira. Vou votar, sim, cumprir meu "direito/dever" de cidadão. Saco.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Vai "cantar"? Então "cante" com classe!

Inveja da preguiça

Invejo os bichos, invejo os bichos
Que no mundo não procuram nexo
Vivem em paz sem ganância ou capricho
E só brigam por comida e sexo


Já dizia Frejat...

terça-feira, setembro 26, 2006

Perguntas idiotas...

Eu no hall do prédio (isso significa TÉRREO), o cara vira pra mim e pergunta:

-preu ir pro terceiro andar, sobe ou desce?

Agora vai!

Estou, conforme fui aprendendo na psicanálise, organizando uma "faxina" na minha cabeça e resolvi jogar fora tudo o que não uso mais.
Portanto, a partir de hoje devo viver o que virá a seguir e o passado que descanse em paz.

Adeus, passado.


segunda-feira, setembro 25, 2006

Luciana vai ao cinema

Ontem fui ao cinema ver O Diabo Veste Prada. Adorei ver a Merryl Streep no papel de vilã. Eu, que sempre lembro dos filmes dela como As Pontes de Madison ou Antes e Depois, ambos no papel de mãe de família, sempre enfrentando as mazelas da vida, me surpreendi ao ver a Miranda. É claro que também me lembro de filmes em que ela faz a vilã, como naquele The Manchurian Candidate (não lembro o título em português) ou da forte mulher que desce a correnteza em Rio Selvagem com o biruta do Kevin Bacon atormentando a pobrezinha! Mas naquele outro filme, um mais antigo, o Ela é o Diabo, ela começa o filme como "a outra" fazendo papel de mais ou menos má ou a madrasta incompreendida e rouba o marido bonito e burro da mulher feia e verdadeiramente má. Claro que também me lembro de filmes como Adaptação e As Horas, mas é que o papel dela nesse O Diabo Veste Prada é realmente diferente. E o "diferente" é que em nenhum momento ela passa aquela imagem de "ai, eu estou tão arrependida por ter sido má...". Não, ela é sempre má, pisa nos outros e faz de uma empresa inteira seus fantoches para que tudo saia como ela quer. Talvez ela não seja tão má quanto determinada e cheia de garra.
Mas o que valeu mesmo foi ter ido ver A Merryl Streep com cara de cruela, mas muito mais bonita que a Glenn Close. Ah, e aquela Anne Hathaway, achei que o cinema estaria lotado de pivetas desesperadas por causa daquelas duas bobagens que ela vez, O Diário da Pincesa I e II, mas acho que ainda não perceberam quem era a aspirante a "Miranda".

sexta-feira, setembro 22, 2006

Até que enfim!

Hoje é sexta-feira.

Dia de ir ao psiquiatra.

Véspera do aniversário da minha mãe.

Amanhã e depois não tenho que trabalhar.

Amanhã e depois posso dormir até acordar.

Isso é supercalifragilisticexpialidocious!*

(*Mary Poppins)

O Google invadiu meu blog

O Google está me perseguindo. Toda vez que coloco um post, o Google relaciona os anúncios com o meus posts e as coisas têm ficado bizarras. Mais cedo foi sobre alcoolismo por causa do post dos Malvados e, agora, sobre esse post de confusão mental, os anúncios ficam variando entre a esquizofrenia e a hipnose e regressão.
Agora só falta me pagarem pra postar birutices aqui.

Nova Criação


O Departamento de Criação do Sem Senso de Noção criou uma imagem que tem tudo a ver com a minha atual situação, que é de confusão completa.
Obrigada ao Departamento de Criação e ao meu amigo Rob que ajudou (escolheu sozinho) a escolher a imagem.

O Álcool Destrói



(Rob, isso me faz lembrar de uma certa noite, num extinto bar chamado Village.)

100% CERTO

É possível uma semana começar bem e terminar bem?
É possível tudo acontecer exatamente da mesma forma que você planejou?
É possível?

É! E descobri que essa semana foi a melhor nos últimos seis meses. Perfeita.

quinta-feira, setembro 21, 2006

O tempo passa...

Eu nem acredito que a semana já está no fim. Não vejo a hora de esse mês acabar. É que o mês que vem tá recheado de coisas deliciosas pra fazer, e de pensar nisso até me sinto mais animada.

Hoje é aniversário da minha sobrinha e eu comprei um cavalinho pula-pula pra ela e um tênis All Star vermelho com velcro. Quero só ver a carinha dela quando vir o cavalinho.

E, por falar em aniversário, sábado é aniversário da minha mãe querida. Queria tando poder dar um presente bem bacana pra ela. Quem sabe.

terça-feira, setembro 19, 2006

Mais uma terça

E mais algumas fichas que caíram.
Comecei um novo caminho.
Até que enfim, me sinto bem.

segunda-feira, setembro 18, 2006

sexta-feira, setembro 15, 2006

A culpa é do hipotálamo

Então, hoje pela manhã, fui encontrar minha irmã no metrô. E, pra minha surpresa, ela foi! E chegou com alguns minutos de folga! Surpreendente.

Abraça, chora, beija, chora mais um pouco... Tudo porque sofremos do mesmo problema: depressão.

Conversa vai, conversa vem, eu disse que tinha marcado psiquiatra, mas que não iria porque não tava a fim. Fiquei ainda mais surpresa com ela porque ela quis ir comigo e combinamos de almoçar depois.

Chega no médico, um senhor de uns setenta anos, com 50 de profissão, me assustei, pensei "esse cara vai me enrolar". Sentei. Comecei meu longo relato. Ele anotando e me olhando por cima dos óculos. Eu lá, no parlatório:

-Angústia, medo, aperto no peito, depressão, desânimo, tem dias que tô bem e tem dias que é uma merda. Sufoco, tontura, vômito. Ansiedade, desespero. Sensação de que o mundo acabou.
-Sei, que mais?

Pensei "precisa mais?"

Bom, aí ele pegou papel e caneta e começou a desenhar um cérebro, com córtex, neurônios, hipotálamo, hipófise... E eu olhando. Depois desenhou orgãos como coração, fígado, pulmão e glândula supra-renal.

Fiquei mais de uma hora e meia ouvindo explicações de como o cérebro funciona e porque o córtex existe. A função do hipotálamo e tal.

-Mas por que o hipotálamo é tão importante?
-Ah, porque ele é responsável por todas as reações psicossomáticas que você está sentindo e nesse momento o nível do seu hipotálamo está muito baixo e a gente tem que elevar isso um pouco.

E eu pensando, hipotálamo, só podia dar merda. Já é hipo, ainda fica baixo?

Ele continuou: Todos os seus traumas absorvidos durante toda a sua vida ficam acumulados numa espécie de linha do tempo, que se transforma num script e você tende a cometer os mesmos erros por causa disso.

Quanta gente que têm problema e não fica como eu! Por que tinha que ser EU? Por que EU, porra?

Bom, fica calma, a consulta tá acabando, minha irmã deve estar nervosa, com pressa de ir embora, já passa de meio-dia! Meu chefe vai me esganar!

-Então, você suspende essa medicação e vou receitar algo mais leve, com menos efeito colateral e você vai ter que vir aqui pelo menos uma vez por semana, durante um mês.

Pensei "Ai, meu dinheirinho..."

-Tudo bem, existe genérico desse tal remédio?
-Não, mas ele é barato. Toma um todo dia antes de dormir. E volta na sexta que vem.
-Ok, obrigada.

Coitada da minha irmã já tava até amiga da secretária de tanto que conversaram. E melhor: até a minha irmã vai fazer tratamento agora.

No final das contas, tive um almoço relativamente tranqüilo, isso porque estresso fácil com barulho e tumulto, mas a minha irmã pareceu, por algumas horas, um abrigo na tempestade. De certa forma foi um alívio.

Agora, é só regular o hipotálamo da minha conta bancária pra que tudo dê certo, mas o bom é que não fui nem parar no Pinel.

Primeiro, as primeiras coisas

É, digamos que, de tudo que eu tinha planejado pra ontem, eu tenha conseguido realizar 50% dos meus planos.
Fui à psicanalista e, pra variar, vários cadáveres foram desenterrados. Mas no fimal eu estava muito mais leve e acabei saindo com a cabeça mais em ordem, e isso tem ajudado muito. Ademais, ela é ótima, muito boa mesmo. Cai uma ficha atrás da outra.

Depois, como tinha combinado de encontrar a minha irmã no metrô, liguei pra ela pra confirmar (o seguro morreu de velho). Pra minha surpresa, meu cunhado atende:

-Alô.
-Fernando?
-Sim, fala Lu.
-Avisa que tô indo pro metrô pra encontrar com ela.
-Olha, ela saiu, foi na rua aqui atrás, na casa de não-sei-quem e não disse mais nada.

Silêncio...

Fiquei puta da vida, mas tentei disfarçar.

-Bom, então você diz pra ela que o documento que eu tenho que entregar pra ela, fala pra ela se virar e vir buscar.

Nesse momento pensei "desisto da minha irmã", mas a amo demais e como estou com todos os meus sentimentos à flor da pele preferi não estressar ainda mais.

Bom, tô eu, lá no ônibus, indo pro metrô sentido minha casa, toca o celular, era a minha irmã:

-Lu, desculpa, mas é que eu tinha que resolver um negócio do cursinho e fui lá achando que não ia demorar, mas não dá mais tempo de te encontrar, né?
-É, não dá.
-Então eu vou até você amanhã e pego esse documento.

Pensei "ih, Luciana, vai levar balão"

-Tá bom, onze horas da manhã no metrô 'tal' e te entrego o documento.
-Então tá, desculpa viu, um beijo.

Aí fui pra casa com aquele pensamento: "Ei, Luciana, sua imbecil, você se mete em cada uma, hein? Vive procurando problema! Por que não deixa que as pessoas se virem? Que mania de querer sempre ajudar os outros, você só se ferra. As pessoas não se importam, porra!"

quinta-feira, setembro 14, 2006

Putz...

Minha memória anda uma bosta.

Prozaczentotal

Engraçado como a depressão tem fases estranhas. Um dia você acorda às seis da manhã achando que vai abraçar o mundo e vencer todas as suas batalhas, no outro você acorda com a sensação de que o mundo acabou e ninguém percebeu.

Hoje acordei às seis da manhã, então estou num dia bom, legal. Até já comi! E hoje saio mais cedo pra ir deitar no divã da psicanalista e contar as minhas descobertas no Maravilhoso, Complexo, perturbador e desordenado Mundo que existe na cabeça de Luciana. Às vezes parece até um episódio de Carnivale (série que passou na HBO).

Agora, medo! Sinal de perigo! Danger, Will Robinson! Danger! Hoje à noite vou encontrar a minha irmã, mas não dá pra protelar, tenho que resolver umas coisas. Bom, vai ser assim então, tudo combinado, nada resolvido. Amanhã, depois do psiquiatra eu conto o resumo da novela.

quarta-feira, setembro 13, 2006

Tira

Essa tira saiu ontem no wulffmorgenthaler. Só vi hoje, mas achei ótima.


É hoje!

Oba! Hoje é dia de sofrer na cadeira do dentista.

A vida é linda, vocês não acham?

Ah, e claro, amanhã tem psicanalista de novo.

Uêba!!! Que semana linda gente!

terça-feira, setembro 12, 2006

E por (não) falar em alegria...

E vamos indo...

Pois é, hoje fui à psicanalista. Foi um momento de "revirar o lixo", digamos assim, porque fomos mexer no passado e o passado, no meu caso, tem sempre algo muito ruim.

Já cheguei mal na psicanalista porque dormi mal, e dormi mal porque cheguei em casa mal, quer dizer, uma beleza, como venho insistindo. Chorei até na psicanalista, mas saí mais leve. Pelo menos isso!

E quando as pessoas falam pra eu erguer a cabeça e lutar, não desanimar, eu tenho vontade de mandar praquele lugar, sabe? Sim, porque só eu sei onde me aperta o sapato, ou melhor dizendo, só eu sei o que se passa na minha cabeça.

E aí depois ter que receber uma ligação da minha irmã dizendo que quer desabafar. E ainda tenho que quebrar um galho pra ela porque na casa dela ela não tem computador e ela fica pedindo informações sobre órgãos públicos. Ainda se fosse algo interessante sobre a vida de alguém, investigar o passado de pessoas que não conheço, como fazia no Orkut, ferramenta da qual não me serve há mais de um ano.

Hoje comprei uma revista sobre carros. Ainda nem abri. Não sei quais são as matérias além das que têm chamada na capa. Admito que comprei a revista porque queria comprar uma revista e percebi que nunca tinha comprado UMA revista de carros, apesar de me interessar pelo assunto.

Pelo menos já estou me acertando com algumas coisas e até já marquei psiquiatra pra essa semana (será que devo falar sobre a revista?). Isso é uma boa coisa, pois pode ser que eu não precise mais de medicamentos pra dormir, acordar, comer, lembrar de tomar remédio... Ou então, já pensou se ele resolve me internar no Pinel? Aí volto a fumar e meus amigos vão ter que me levar cigarro e dominó, porque deve ser muito chato ficar de robe e pantufa o dia inteiro, enquanto ando num pátio.

Por falar em fumar, dia 5 deste mês fez um ano que larguei esse vício maldito. Nesses dias difíceis penso em acender um pacote de Marlboro vermelho de uma vez, mas tenho resistido bravamente. Não sei se isso vai valer a pena no final, mas estamos indo. Se bem que continuo como fumante passivo já que meu chefe adora um cigarrinho.

Ai, ai...

Vou ficando por aqui porque já tô cansada de escrever, também.

segunda-feira, setembro 11, 2006

O Benett tava certo

Graças ao meu ilustre amigo Rob estou com a porra da música do Nazareth, Love Hurts, na cabeça. Agora, só fazendo transplante de cérebro.


Voltei

Bom, como era de se esperar, voltei ao trabalho.

É claro que o ânimo não é o mesmo, nem o pique de fazer as coisas, mas uma coisa ou outra já tenho um certo prazer em fazer. Mas não entenda esse "prazer" como um regozijo, um êxtase incomensurável, uma explosão de sentimentos. Não, esse prazer é uma coisa de que me canso logo, mais ou menos quando você começa a fazer uma coisa não tão legal e no meio do caminho se enjoa. É quase isso.

Outra coisa: quer emagrecer? Tenha depressão. É infalível!

(Acredita que até a senha eletrônica do banco eu esqueci?)

Tá tudo uma beleza, mas vamos levando.

No final de semana encontrei meu amigo Rob e fomos comer carne, uma das tantas coisas que temos em comum. E eu sei que piada tem data de validade mas as nossas piadas nunca vencem, pelo menos eu rio de todas, sempre, e isso já acontecia antes de eu tomar prozac, o salvador da pátria. Se bem que eu também sempre fui uma lesada e como ele mesmo disse quando soube da minha condição: "você sempre foi internacionalmente conhecida por não ser meio normal". Agora estou totalmente normal, afinal a loucura está nos olhos de quem vê, não?

sexta-feira, setembro 01, 2006

Começa uma nova fase

Hoje foi uma linda manhã, apesar de alguns contratempos. Minha vida está melhorando aos poucos, muito devagar, mas significativamente. Tive um encontro maravilhoso com a minha querida irmã, e, talvez por eu estar tão fragilizada nesses dias que têm sido tão difíceis, percebi o quanto ela é frágil também. Às vezes choro de tristeza, mas às vezes também choro de alegria, de pequenos momentos doces, alegres.

Minha grande MÃE, que tem sido forte em todos os momentos, cedeu seu colo inúmeras vezes pra que eu pudesse chorar, e pelas incontáveis vezes que ela secou, e vem secando as minhas lágrimas. Ela tem feito tudo pra me ver sorrir e tem conseguido. Tem me acompanhado aonde quer que eu vá, pra que eu não me sinta sozinha. Além da minha querida mãe, alguma força do Universo colocou pessoas iluminadas nesses meus dias escuros e tristes. Conheci uma psicóloga no CAPS, a Olga, que indicou uma psicanalista, a Solange, muito bacana, muito gentil e com quem já comecei um tratamento. Conheci também um senhor chamado Conti, cuja esposa passa pelo mesmo problema que eu e que tem me dado muita força para erguer a cabeça e enfrentar essa situação.

Além da minha querida amiga, a Mrs. El Cid in the web que sempre esteve do meu lado, por mais tempo que a gente passe sem se ver. Ela sempre tem palavras que tocam meu coração. Obrigada Mira, por todo o seu apoio.

Minha querida amiga Rose, que me ouviu nas horas em que eu precisava, que participou da minha dor e sofreu comigo. Que chorou comigo e que buscaria as estrelas por mim. Obrigada Rose, por todo o seu carinho.

Todo o meu carinho a Beth, que, mesmo estando lá em Campinas me passou palavras de carinho pelo telefone, me ouviu chorar e me consolou.

Os dias vão passando mais devagar do que eu gostaria, mas talvez porque eu tenha que me acostumar com as coisas novas que vêm acontecendo. Continuo numa sala de espera, mas dessa vez a sala é mais clara e tem música ambiente. Ainda não é a música que eu gosto, nem é um sofá tão confortável, mas pelo menos já não estou tão cansada.

Também tenho que agradecer ao Ale, mas os motivos não vou falar, ele sabe quais são. E ele sabe também que meu coração é dele por mais que doa a distância e a incerteza do futuro.

Bom, vou ficando por aqui, pois estou de férias e preciso cuidar da minha saúde, mas daqui uns dias eu volto.

terça-feira, agosto 29, 2006

O Funk, o celular e o Prozac

Eu já comentei aqui numa outra ocasião que quem canta no ônibus me enlouquece. Naquela época era uma crente que cantava de maneira desafinada um hino da igreja, tentando evangelizar todos os passageiros. E esses crentes acham que quem não gosta de música evengélica (ou gospel como eles gostam de chamar) têm o diabo no corpo.

Pois bem, estou eu, vindo trabalhar, num dos piores dias da minha vida, depois que recebi a depressão como companheira constante e junto com ela as lágrimas, as ânsias de vômito, a falta de apetite... os remédios e a rejeição de pessoas fracas demais pra me ver passar por esse momento tão doído, e sento no ônibus, que nem sempre pego, e do meu lado senta um rapaz, um afro-brasileiro. Liga o celular na sintonia MP3 pra escutar músicas SEM FONES DE OUVIDO. Eu lá, quieta, olhando pelo vidro embaçado de creme de cabelo de alguma outra afro-brasileira que passou por lá ants de mim. O rapaz colocou um funk, mas um funk muito alto, nem sei como celular que toca MP3 pode ser tão potente. Mas a música era alta, e com um som destorcido, metálico, como se fosse mono:

blá, blá, blá, blá, blá, blá, o proibidão do funk, blé, blé, blé, blé, blé, blé, as mina faz assim...

Tem coisa que vem na hora certa. Bendito Prozac.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Foi pro vento, perdeu o assento.

Uma imagem vale mais que mil palavras.

E uma música então, quantas palavras vale?

There is an End - The Greenhornes With Holly Golightly

Words disappear,
Words weren't so clear,
Only echos passing through the night.

The lines on my face,
Your fingers once traced,
Fading reflection of what was.

Thoughts re-arrange,
Familar now strange,
All my skin is drifting on the wind.

Spring brings the rain,
With winter comes pain,
Every season has an end.

I try to see through the disguise,
But the clouds were there,
Blocking out the sun (the sun).

Thoughts re-arrange,
Familar now strange,
All my skin is drifting on the wind.

Spring brings the rain,
With winter comes pain,
Every season has an end.

Aprendendo a lição

Tem dias que eu acordo com uma frase do Allan Sieber na cabeça:

Hoje não vai dar.

Por que será?

quarta-feira, agosto 09, 2006

Embromação literária: a nova onda cibernética

A internet é uma desgraça. É boa, mas é ruim. Todo mundo tem blog e todo mundo quer aparecer. Numa época em que as pessoas vivem enclausuradas em casa, seja por falta de tempo, falta de segurança e o motivo mais velho desde que o mundo é mundo, a falta de companhia, as pessoas começaram a fazer blogs para contar o dia-a-dia. Até aí tudo bem, porque nesse blog aqui acontece a mesma coisa. Mas o que tenho lido com maior freqüência é que as pessoas estão se descobrindo "gênios", "críticos fantásticos". Uma hora são críticos da novela das 8, outra hora se tornam críticos dos livros que estão no top 10 da Veja, que aliás, só lêem os livros que a Veja publica, e esta que só publica por ter recebido jabá. Parece até que não têm o que fazer! Get a live, porra!

Aí o cara tem insights no meio da noite ou debaixo do chuveiro e resolve escrever as "descobertas" no blog. Se fosse assim, só, seria bacana, porque a gente raramente conta pras pessoas o que passa na nossa cabeça, mas querer ser endeusado por meia dúzia de palavras engraçadas é dose. Aí você dá corda pro sujeito e ele não pára mais. Começa a achar que é o novo Machado de Assis e desfia textos de cinqüenta paragrafos, cada um com mil linhas. Oras, me poupe dessa lenga-lenga! Escreve algo útil, consistente, breve e engraçado! Eu não tenho paciência.

Entre uma tarefa e outra prefiro ler algo divertido e rápido, pra diferenciar das coisas que faço no escritório e não um tratado, uma bíblia da vida do cara. Acho isso um saco. E como se não bastasse essas pessoas se acham o Diogo Mainardi. Eu, pessoalmente, claro, acho esse cara um mala, critica todo mundo e acaba com a paciência dos outros por ser muito, muito chato. Mas a maioria dos leitores desse imbecil acha o Diogo Mainardi suuuuperinteligente, que gosta de polemizar, com ótimas sacadas. Pra mim quem tem ótimas sacadas é jogador de vôlei.

Todo chato gosta de Diogo Mainardi. Só a medíocre sociedade que lê Veja é que gosta de Diogo Mainardi. Veja se ele é algum ídolo de algum grande pensador, visionário?

No final das contas escrevi esse post enorme pra meter o pau no urso do cabelo duro que é o Mainardi e em todos os imbecis que acham que escrever um post grande como esse, de um milhão de linhas, só pra falar sobre uma maçaneta quebrada é o mais próximo que uma pessoa pode chegar da definição de intelectual.

Pura perda de tempo.

Hoje todo mundo quer ser deus. Hoje todo mundo quer ter razão e ser dono da verdade.

Embromação literária, essa é a nova onda cibernética. Saco.

(viu como é chato um post longo demais, prolixo, exacerbado, demasiadamente extenso?)

terça-feira, agosto 08, 2006

Parlapatão (ou pra você que é fino, pedante)

Estava procurando uma palavra que definisse a atitude de pessoas que fazem parte do meu dia-a-dia, mas o pensamento sempre me escapava. Hoje, navegando pela internet, tive a elucidação da palavra: pedante. Ou seja, praquele tipo de pessoa que gostaria demais de ser algo e que até se esforça, mas da maneira errada, tornando tudo falso, forçado, sabe? Em outras palavras, um mentiroso nato. Mas parlapatão ainda é mais legal de falar.

Já, se for pra adotar uma maneira mais polida, mais fina e se você até quiser ser um parlaptão e demonstrar o conhecimento que você não tem, eu te ajudo. Então, esta é a definição para pedante, seu parlapatão:

[Do it. pedante.]
Adjetivo de dois gêneros
1.Que se expressa exibindo conhecimentos que realmente não possui; parlapatão, impostor, vaidoso, pretensioso.
2.Que ostenta erudição afetada e livresca; afetado, amaneirado, rebuscado.
Substantivo de dois gêneros
3.Pessoa pedante.

Portanto, exatamente como canta Alex Turner, do Artic Monkeys, na música Still Take You Home:

So, what do you know?
Oh, you know nothing!

quinta-feira, agosto 03, 2006

Dahmer voltando às raízes

Não ao acordo entre Israel e Mercosul

Petição contra o acordo entre Israel e Mercosul no link acima.

Não vamos deixar que nosso país feche os olhos também para as ilegalidades que possamos vir a contribuir caso Israel e Brasil assinem esse acordo.

SOS Líbano

Por conta dos acontecimentos que temos acompanhado no Oriente Médio, peço ajuda para divulgar e incentivar doações aos nossos irmãos libaneses. O site é bem planejado e tem todas as explicações de como fazer doações de alimentos, roupas e remédios. Repassem a quem vocês puderem.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Falta de criatividade

Bom, já tem um tempo que venho querendo escrever algo aqui, mas a falta de criatividade é tamanha a ponto de deixar um intervalo de quase... ah, sei lá, oito, dez meses, sem postar nada. Mas uma hora eu volto, uma hora eu volto...