quinta-feira, janeiro 28, 2010
cabelo da cabeça, dente da boca
sábado, dezembro 12, 2009
O Pablo, o bongô e a cueca
Sei que o apartamento dele tem as mesmas (minúsculas) dimensões do meu (quarto/sala/cozinha/banheiro). Só atende às necessidades de, NO MÁXIMO, duas pessoas. Quando muito três, e esta terceira tem que dormir na sala. E é o que acontece quando recebemos visitas.
É difícil dormir aqui porque somos vizinhos da 23 de Maio e nosso quarto tem janela anti-ruído, logo, se algum morador fizer um barulho muito alto no seu apartamento, você ouve o barulho quadruplicado dentro do quarto. Na verdade, parece que você está dormindo dentro de uma caixa acústica.
Mas, voltando...
Então. O Pablo toca bongô de madrugada.
O Pablo toca bongô de madrugada durante a semana!
Bom, da primeira vez, era um barulho chato, um falatório. Interfonei na portaria:
- oi, Manuel, está tendo festa no prédio?
- tá sim, dona Luciana.
- então, você pode pedir pra que façam menos barulho?
- sim, dona Luciana.
Certa de que iriam respeitar as regras de todo e qualquer condomínio, voltei pra cama e fui tentar dormir.
Daqui a pouco... TUM TUM TUM TUM TUM!!!!
Sentei na cama e meu cabelo vibrava! O meu cabelo vibrava! Sentia-me como no desenho do Pica-pau com a porra da torneira que não fecha, que na verdade fecha, mas pinga, incessantemente, e ele quase morre, num surto de loucura, quase roxo de tanto sono, embriagado de tanto barulho, que no começo parece um tim tim tim discreto e depois começa a fazer tom tom tom e em seguida passa pra um TUM TUM TUM impossível de ser tolerado, até mesmo pra quem toma remédio tarja preta pra poder dormir. Parece que tem uma fanfarra na sua casa. Senti-me assim.
- Meu, não é possível! Este cara vive do quê? Será que ele não tem que acordar cedo? Será que toca em festa rave e tá ensaiando? Meu, que horror!
Liguei de novo pra portaria:
- Manuel, o que tá acontecendo? Onde é essa festa?
- É na casa do Pablo, dona Luciana.
- Então, quantas pessoas estão na casa do Pablo?
- Ah, umas 30...
TRINTA??? 30 pessoas dentro de um apartamento quarto e sala? TRINTA? Surtei! TRINTA??? Desliguei indignada. Vou chamar a polícia se esta merda de barulho não parar, eu tenho que fechar uma revista amanhã, porraaa!!!
Meu, foi revoltante.
Mas o Manuel, grande salvador da noite que foi, conseguiu impedir que eu chamasse a polícia e transformasse o prédio no treme-treme da Paim, pedindo pelamordedeus pra que o Pablo parasse de tocar bongô.
Passou uma semana. Quarta-feira, novamente.
Falatório, pessoas com bolas de ferro amarradas ao tornozelo, de tanto barulho que faziam, desta vez uma música trance, até que legal, mas pra quem tá numa festa, claro, não pra quem tá com a cabeça cheia de barbitúricos, tentando dormir.
- Não dá, eu vou ver onde é esse barulho.
Levantei, coloquei o vestido e fui zanzar nos corredores do prédio feito uma doente. Até aqui, eu não sei em qual andar o Pablo mora, porque eu nunca me interessei em saber o nome dos moradores, na verdade eu nem tenho tempo pra isso.
Cheguei no quarto andar. Um cartaz com uns dizeres malucos escritos com uma tinta fosforescente, uma luz vermelha na porta do 44 e um cheiro de canabis no corredor. Pensei: só pode ser aqui! Mas o barulho não vinha do 44 e sim do 41 que tem a mesma dimensão do meu. Bom, na hora constatei que no 4º andar só tem DJ de rave, não é possível!
Reclamei, desta vez o Pablo tinha recebido SÓ dez pessoas na casa dele. UFA! Coitado do apartamento!
Mas é claro que teve uma repercussão. No dia seguinte reclamei pro zelador e o mesmo me disse que a síndica também ouve os barulhos do 4º andar, mas os mesmos não a incomodam. Meu, a mulher é SÍNDICA! Porra, quem votou nessa infeliz?
O Pablo é um ser estranho. Ou os amigos dele, não sei. Só sei que no dia seguinte havia garrafa PET e latinhas de cerveja (cerveja ruim, diga-se de passagem) tudo esparramado no jardim ao lado do prédio. Ah claro, e na marquise do prédio havia uma CUECA. Sim, uma cueca. O Pablo ou um dos convidados lunáticos dele perdeu uma cueca!
Eu não consigo me imaginar no dia seguinte, pós-balada, percebendo que perdi a calcinha. Pra um homem então, é muito mais difícil perder a cueca, penso eu, afinal, pouquíssimos usam saia, uma cueca não escorrega (simplesmente) pelas pernas e cai pela janela como se fosse uma caneta de padeiro presa à orelha!
Não demorou muito e o Pablo tomou uma multa. Bom, pelo menos eu acho que ele tomou, porque ele interfonou de apartamento em apartamento dizendo que ele não fazia barulho e quando meu marido foi argumentar dizendo que o som estava muito alto o Pablo disse:
- mas eu coloquei a caixa de som em cima da TV!
Muito bem, Pablo. Vou te explicar uma coisa. Não importa o volume da música quando você muda a caixa de som do lugar, ou seja, isso nem "inflói" nem "contribói" pra diminuir o som. Aliás, eu queria entender seu raciocínio: coloquei a caixa de som em cima da TV ...
É, não sei, talvez você precise desenhar...
Haja barbitúrico...
E o lazarento do Pablo continua com o seu bongô, que eu torço pra que perca o couro, toda santa noite...
Amigo secreto no trabalho
Enfim...
Quando você for convidado para participar do amigo secreto on line e no site tiver a opção enviar recado anônimo PARA TODOS, resista à tentação e NÃO xingue o presidente da empresa. Isto não é de bom tom e você pode perder seu emprego.
Ou melhor: não xingue NINGUÉM. Você pode e vai acabar com a brincadeira de todo mundo, zoar o clima de festa e deixar todos com cara de bunda. E se te pegarem pelo IP você pode ser demitido por justa causa.
Não utilize este recurso pra dizer para a secretária da diretoria que ela é gostosa. Chame-a para sair, muito discretamente, e seja educado. Nada de usar uma porcaria de recurso infantil como este para se esconder. Seja homem, não garoto pré-adolescente.
RESUMINDO: Não utilize este recurso. Envie bilhetes anônimos somente para seu amigo secreto, e seja educado, mais cedo ou mais tarde, ele vai descobrir quem você é e se você usar palavras difíceis de serem contornadas, invista alto, muito alto no presente. Quanto maior o grau de dificuldade, mais caro deve ser o presente. Estou te avisando.
Colabore para um ambiente de trabalho mais saudável, seja menos rancoroso e mais honesto. Assim, você não vai precisa usar recursos como este e estragar a brincadeira dos outros.
segunda-feira, setembro 28, 2009
Um dia eu conheci um cara assim...
Tem gente que passa a vida sem assumir sua sexualidade. Às vezes morre de doenças graves, porque aquela dor fica tanto tempo reprimida que o cara acaba desenvolvendo um câncer.
Conheci alguns homens enrustidos, até namorei um. Pelo menos pra mim ele era. Primeiro, porque era homofóbico, mas tinha uma curiosidade imensa, embora não declarada, claro, pelo terceiro sexo. O mais curioso é que ele tinha fases em que a curiosidade aumentava, outras vezes ele sentia repulsa e até nojo de casais homossexuais, mas eu achava aquilo tudo muito estranho porque ele gostava justamente de morar perto de lugares com uma quantidade razoável do público GLSBTT.
Impressionante como o cara que tem problemas em se aceitar como homossexual tem sérias dificuldades emocionais, mais até do que uma mulher, e eles insiste em namorar mulheres, tentando encobrir aquilo que sente. Foi difícil, até entender que não era um problema meu e sim dele.
Se coisas do cotidiano se tornam difíceis, imagina manter uma relação sexual com uma pessoa que não se aceita? Ele dificultava tudo, era paranóico, tinha mania de perseguição e se sentia inferiorizado. Tinha uma baixíssima auto-estima, desenvolveu mania de limpeza, gostava de organizar livros e CDs em ordem alfabética, organizava as roupas por cores no guarda-roupas. Desenvolveu alergias, vivia com rinite, e tinha problemas emocionais com a mãe. Temia ser abandonado, rejeitado por ela, vivia uma vidinha medíocre na barra da saia da mãe. Precisava da aprovação dela pra tudo. Algo realmente muito triste.
Como consequência disso, hostilizava e ridicularizava as pessoas que não tinham problemas em se expressar.
Também, imagino que deva ser terrível você viver reprimido, com vergonha daquilo que você gosta, se forçando a ter uma vida infeliz, um relacionamento infeliz, tudo para que a sociedade te aceite.
Mas isso tem um nome: Homofobia interiorizada, ou Homofobia Internalizada.
E, uns dias atrás me lembrei dele e resolvi pesquisar no deus Google sobre este assunto e achei isto:
A classificação psiquiátrica para a Homofobia Internalizada é denominada de Transtorno da Preferência Sexual Egodistônica ou Orientação sexual egodistônica. Esta classificação no entanto, aplica-se no caso daqueles que já reconhecem a sua orientação sexual homossexual porém discordam ou rejeitam essa forma de ser e lutam contra seus sentimentos. O termo se opõe a Egodistônico, em que a pessoa concorda com seu próprio jeito de ser.
Como ele conhece meu blog, espero que leia meu post e de uma vez por todas, vá procurar ajuda e pare de bater punheta na frente do computador. De verdade.
quinta-feira, novembro 27, 2008
E o Natal???
segunda-feira, abril 02, 2007
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
Mesmo assim, seria fantástico poder, simplesmente, "esquecer", como fazem algumas pessoas que conheço. Simplesmente "esquecer".
Por isso digo que quero o Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, mas com alguns privilégios. Quero que seja um tipo de programa que fique em stand by e que eu possa acionar como se fosse um scan disk. Quando percebo que fiz uma grande bosta, basta um simples click e pronto. Foi pro lixo. Mas não quero que apague pessoas como no filme, quero que apague fatos. Quero poder olhar pra cara das pessoas como elas me olham: como se não tivesse acontecido nada de excepcional.
Ah, a vida seria uma beleza.
segunda-feira, março 26, 2007
Abaixo a masturbação mental
Não sei por que raios eu sou alvo de bisbilhotagem e xeretices da parte de pessoas que mal conheço ou que não gosto. Talvez esse comportamento seja fruto da inveja que elas nutrem por mim. Mas isso é um saco e eu só não viro pra essas pessoas e falo que isso é repugnante porque, aí sim, eu estaria dando motivos pra elas continuarem. O jeito é eu fingir que não ligo. Muito embora eu saiba que uma hora eles virão parar aqui e vão acabar lendo meu comentário sobre a masturbação mental que é essa bosta.
Hoje mesmo, entrei no Orkut e vi que tem gente se passando por outras pra olhar o meu perfil. Faça-me o favor... Se você não pode resolver seus problemas de maneira saudável, procura um psiquiatra e vai se tratar. Não é problema meu. Ou melhor:
VOCÊ PRA MIM É PROBLEMA SEU!
Pára com essa masturbação mental, vai bater uma punheta e ouvir um rock progressivo pra ver se passa.
E me deixa em paz, porra.
segunda-feira, outubro 16, 2006
Maldito Horário de Verão
terça-feira, outubro 10, 2006
Como poderia...
At the speed of love
You moved inside my home
And nothing is alright
If you are still alone
And your heart
Is waiting that
The sound of you and everyone
Is still you're always on the wrong
From the poison in your love
And your heart
Is on the outside
Of your chest
segunda-feira, outubro 09, 2006
quinta-feira, setembro 28, 2006
Uma fenda no tempo
Now, isn't it a shame
How we break each other's hearts
And cause each other pain
How we take each other's love
Without thinking anymore
Forgetting to give back
Isn't it a pity
Some things take so long
But how do I explain
When not too many people
Can see we're all the same
And because of all their tears
Their eyes can't hope to see
The beauty that surrounds them
Isn't it a pity
Isn't it a pity
Isn't is a shame
How we break each other's hearts
And cause each other pain
How we take each other's love
Without thinking anymore
Forgetting to give back
Isn't it a pity
Forgetting to give back
Isn't it a pity
Forgetting to give back
Now, isn't it a pity
What a pity
What a pity, pity, pity
What a pity
What a pity, pity, pity
Que momento mais ingrato para lembrar de George Harrison...
O que vim fazer aqui???
E ainda tenho psicanálise.
E amanhã tenho psiquiatra. Vou pedir um atestado pra não ter que votar no domingo.
-Doutor, quero um atestado de loucura, insanidade temporária, pra não ter que votar no domingo. Não estou em condições de cuidar de mim, vou ter condições de votar?
Mentira. Vou votar, sim, cumprir meu "direito/dever" de cidadão. Saco.
quarta-feira, setembro 27, 2006
Inveja da preguiça
terça-feira, setembro 26, 2006
Perguntas idiotas...
-preu ir pro terceiro andar, sobe ou desce?
sexta-feira, setembro 15, 2006
Primeiro, as primeiras coisas
Fui à psicanalista e, pra variar, vários cadáveres foram desenterrados. Mas no fimal eu estava muito mais leve e acabei saindo com a cabeça mais em ordem, e isso tem ajudado muito. Ademais, ela é ótima, muito boa mesmo. Cai uma ficha atrás da outra.
Depois, como tinha combinado de encontrar a minha irmã no metrô, liguei pra ela pra confirmar (o seguro morreu de velho). Pra minha surpresa, meu cunhado atende:
-Alô.
-Fernando?
-Sim, fala Lu.
-Avisa que tô indo pro metrô pra encontrar com ela.
-Olha, ela saiu, foi na rua aqui atrás, na casa de não-sei-quem e não disse mais nada.
Silêncio...
Fiquei puta da vida, mas tentei disfarçar.
-Bom, então você diz pra ela que o documento que eu tenho que entregar pra ela, fala pra ela se virar e vir buscar.
Nesse momento pensei "desisto da minha irmã", mas a amo demais e como estou com todos os meus sentimentos à flor da pele preferi não estressar ainda mais.
Bom, tô eu, lá no ônibus, indo pro metrô sentido minha casa, toca o celular, era a minha irmã:
-Lu, desculpa, mas é que eu tinha que resolver um negócio do cursinho e fui lá achando que não ia demorar, mas não dá mais tempo de te encontrar, né?
-É, não dá.
-Então eu vou até você amanhã e pego esse documento.
Pensei "ih, Luciana, vai levar balão"
-Tá bom, onze horas da manhã no metrô 'tal' e te entrego o documento.
-Então tá, desculpa viu, um beijo.
Aí fui pra casa com aquele pensamento: "Ei, Luciana, sua imbecil, você se mete em cada uma, hein? Vive procurando problema! Por que não deixa que as pessoas se virem? Que mania de querer sempre ajudar os outros, você só se ferra. As pessoas não se importam, porra!"
quarta-feira, setembro 13, 2006
É hoje!
A vida é linda, vocês não acham?
Ah, e claro, amanhã tem psicanalista de novo.
Uêba!!! Que semana linda gente!
terça-feira, setembro 12, 2006
E vamos indo...
Já cheguei mal na psicanalista porque dormi mal, e dormi mal porque cheguei em casa mal, quer dizer, uma beleza, como venho insistindo. Chorei até na psicanalista, mas saí mais leve. Pelo menos isso!
E quando as pessoas falam pra eu erguer a cabeça e lutar, não desanimar, eu tenho vontade de mandar praquele lugar, sabe? Sim, porque só eu sei onde me aperta o sapato, ou melhor dizendo, só eu sei o que se passa na minha cabeça.
E aí depois ter que receber uma ligação da minha irmã dizendo que quer desabafar. E ainda tenho que quebrar um galho pra ela porque na casa dela ela não tem computador e ela fica pedindo informações sobre órgãos públicos. Ainda se fosse algo interessante sobre a vida de alguém, investigar o passado de pessoas que não conheço, como fazia no Orkut, ferramenta da qual não me serve há mais de um ano.
Hoje comprei uma revista sobre carros. Ainda nem abri. Não sei quais são as matérias além das que têm chamada na capa. Admito que comprei a revista porque queria comprar uma revista e percebi que nunca tinha comprado UMA revista de carros, apesar de me interessar pelo assunto.
Pelo menos já estou me acertando com algumas coisas e até já marquei psiquiatra pra essa semana (será que devo falar sobre a revista?). Isso é uma boa coisa, pois pode ser que eu não precise mais de medicamentos pra dormir, acordar, comer, lembrar de tomar remédio... Ou então, já pensou se ele resolve me internar no Pinel? Aí volto a fumar e meus amigos vão ter que me levar cigarro e dominó, porque deve ser muito chato ficar de robe e pantufa o dia inteiro, enquanto ando num pátio.
Por falar em fumar, dia 5 deste mês fez um ano que larguei esse vício maldito. Nesses dias difíceis penso em acender um pacote de Marlboro vermelho de uma vez, mas tenho resistido bravamente. Não sei se isso vai valer a pena no final, mas estamos indo. Se bem que continuo como fumante passivo já que meu chefe adora um cigarrinho.
Ai, ai...
Vou ficando por aqui porque já tô cansada de escrever, também.





