quinta-feira, janeiro 07, 2010

Kosovo Bandeirante

Que paulista nunca pensou em ver São Paulo separado do Brasil?
Por Fábio Fujita
Revista Piauí - Janeiro 2010

Na infância de Luciana Toledo, não eram bichos de sete cabeças ou fantasmas que povoavam seus pesadelos. Os algozes do sono usavam fardas e empunhavam escopetas. O trauma estava ligado a sua bisavó, que se habituou a esconder as filhas no armário, com medo de que fossem raptadas ou molestadas durante a Revolução Constitucionalista de 1932, a guerra civil motivada pela resposta de São Paulo ao golpe de Estado de Getúlio Vargas. "Essas pessoas que entrariam em casa seriam os combatentes do Brasil, do grupo do Getúlio", explica.

Conforme Luciana crescia, a imagem dos homens de farda foi se tornando cada vez mais esfumaçada - mas a ideia de seu estado injustiçado, mais latente. Ela virou uma defensora espontânea dos valores paulistas. Certa vez, discutiu com uma colega de trabalho, ao ouvir dela que a feijoada seria um prato da culinária mineira; para Luciana, a terra de Aécio Neves apenas se apropriou da iguaria suína - naturalmente paulista.

O provincianismo ganharia contornos de militância quando ela se desentendeu com um antigo chefe. Luciana não engolia o fato de não conseguir um aumento quando via o patrão investindo em novos equipamentos, dirigindo bons carros, fazendo viagens recorrentes com a família. O empregador bradava contra a licença-maternidade e sonegava impostos - no entendimento dela, um acinte por parte de um migrante que, em São Paulo, "fizera a vida". (Luciana prefere não falar de onde vinha o patrão, para não ser tachada de bairrista.)

Nessa época, 2006, Luciana conheceu na internet o Movimento República de São Paulo, o MRSP, trupe de militantes que sonham em ver o estado comandado por José Serra como uma pátria livre. Se identificou. Hoje, responde pela vice-presidência do movimento.

Os integrantes do movimento, sediado na Vila Esperança, zona leste de São Paulo, se reúnem duas vezes ao mês. Segundo o presidente do grupo, Paulo Roberto Silva, são 639 associados em todo o estado. Ele diz que o ideal separatista é coisa de berço: "A gente não transforma ninguém em separatista. Nós cooptamos a pessoa que já pensa assim." No caso de Silva, questões envolvendo injustiças com o estado eram normalmente debatidas nos jantares de sua família, que, segundo ele, está estabelecida "há 300 anos" na cidade. "Diga qual paulista ou paulistano nunca pensou na ideia de São Paulo separado do Brasil?", questiona.

A partir da influência dos familiares, Silva foi se engajando naturalmente nos temas relacionados a São Paulo. "Descobri as injustiças tributárias que existem, e aí a gente começa a entender como funciona a 'pseudofederação'", explica. Ele menciona a participação paulista no PIB nacional, na ordem de 34%. "Não acho justo que um estado com essa proporção tenha que pedir empréstimo ao BNDES para construir metrô. Somos roubados", aponta. Outro aspecto não menos importante, cita, é a representação parlamentar no Senado. "São Paulo tem a mesma que o Acre, que é um estado com uma população próxima à de Mogi das Cruzes", compara.

Na Neverland ideal de Silva, o Brasil entraria num processo gradativo de desfragmentação do atual sistema federativo, "que é extremamente centralizador". "Queremos todos os Estados autônomos, como repúblicas independentes", postula. Seria algo como a União Europeia. Para isso, pretende criar, em longo prazo, um partido que tenha por bandeira a luta por essa substituição do sistema. "A ideia é que tenhamos chapa completa, com candidatos a vereador, prefeito, governador, deputado e senador", diz.

A vice-presidente Luciana admite que a proposta é um tanto utópica, ainda que a deseje muito. "Honestamente, não vejo isso acontecendo. Imagino que a gente vá levar pelo menos mais umas duas gerações para conscientizar todo mundo. Quanto tempo não levou para que as pessoas em Kosovo se revoltassem e fizessem o que fizeram?", analisa.

Tanto Silva quanto Luciana fazem questão de frisar que o movimento refuta qualquer conotação de preconceito que o ideal separatista possa transparecer. "Aceitamos pessoas de todos os lugares", assegura Silva. Mas Luciana faz a ressalva de que há dois pesos e duas medidas quando se fala de provincianismos. Cita um hipotético paraibano que venha para São Paulo e se orgulhe de suas origens, ao estampar um adesivo "100% Paraíba" no carro. "Ele tem que ter esse orgulho mesmo", diz. "Mas se eu colocar um adesivo no meu carro dizendo '100% Paulista', serei linchada na rua. Vão me dizer que sou 100% preconceituosa", aposta Luciana, que traz nas costas uma tatuagem com o antigo símbolo do Partido Republicano Paulista: a bandeira de São Paulo estampada em um lenço, cobrindo a cabeça de uma mulher.

Para a militante separatista, a resistência generalizada à transformação tem a ver com a ideia de o país perder sua dimensão superlativa: de ser um dos maiores do planeta, ter as mais simbólicas florestas ("a Amazônia é nossa?!"), o maior número de títulos na Copa do Mundo. Ela também considera que a mídia ajuda a tornar São Paulo o patinho feio no desenho geopolítico brasileiro. Certa vez, ao ligar a tevê num noticiário supostamente local, foi surpreendida por uma reportagem que falava sobre um bandido preso "na capital" por assalto à mão armada. "Mas aí mostrava uma polícia que não é daqui, com uma farda azul que eu não sei de onde é, com uma jornalista bonita que não fala a nossa língua", conta, para ironizar o sotaque carregado da âncora. "Não quero acreditar em teoria da conspiração, entendeu? Não quero ser uma lunática, mas as pessoas estão forçando a barra", constata, com resignada serenidade.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Gente? O que é gente?

Você não presta, não te vejo como ser humano, não aceito seu salvador, mas quando você morrer, quero seus órgãos...

Israel has admitted that in the 1990s, its forensic pathologists harvested organs from dead bodies, including Palestinians, without permission of their families.

The issue emerged with publication of an interview with the then-head of Israel's Abu Kabir forensic institute, Dr. Jehuda Hiss. The interview was conducted in 2000 by an American academic, who released it because of a huge controversy last summer over an allegation by a Swedish newspaper that Israel was killing Palestinians in order to harvest their organs. Israel hotly denied the charge.

Parts of the interview were broadcast on Israel's Channel 2 TV over the weekend. In it, Hiss said, "We started to harvest corneas ... Whatever was done was highly informal. No permission was asked from the family."

The Channel 2 report said that in the 1990s, forensic specialists at Abu Kabir harvested skin, corneas, heart valves and bones from the bodies of Israeli soldiers, Israeli citizens, Palestinians and foreign workers, often without permission from relatives.

In a response to the TV report, the Israeli military confirmed that the practice took place. "This activity ended a decade ago and does not happen any longer," the military said in a statement quoted by Channel 2.

In the interview, Hiss described how his doctors would mask the removal of corneas from bodies. "We'd glue the eyelid shut," he said. "We wouldn't take corneas from families we knew would open the eyelids."

Many of the details in the interview first came to light in 2004, when Hiss was dismissed as head of the forensic institute because of irregularities over use of organs there. Israel's attorney general dropped criminal charges against him, and Hiss still works as chief pathologist at the institute. He had no comment on the TV report.

Hiss became director of the institute in 1988. He said in the interview that the practice of harvesting organs without permission began in the "early 1990s." However, he also said that military surgeons removed a thin layer of skin from bodies as early as 1987 to treat burn victims. Hiss said he believed that was done with family consent. The harvesting ended in 2000, he said.

Complaints against the institute, where autopsies of dead bodies are performed, at the time of Hiss' dismissal came from relatives of Israeli soldiers and civilians as well as Palestinians. The bodies belonged to people who died from various causes, including diseases, accidents and Israeli-Palestinian violence, but there has been no evidence to back up the claim in the Swedish newspaper Aftonbladet that Israeli soldiers killed Palestinians for their organs. Angry Israeli officials called the report "anti-Semitic."

The academic, Nancy Scheper-Hughes, a professor of anthropology at the University of California-Berkeley, said she decided to make the interview public in the wake of the Aftonbladet controversy, which raised diplomatic tensions between Israel and Sweden and prompted Sweden's foreign minister to call off a visit to the Jewish state.

Scheper-Hughes said that while Palestinians were "by a long shot" not the only ones affected by the practice in the 1990s, she felt the interview must be made public now because "the symbolism, you know, of taking skin of the population considered to be the enemy, (is) something, just in terms of its symbolic weight, that has to be reconsidered."

While insisting that all organ harvesting was done with permission, Israel's Health Ministry told Channel 2, "The guidelines at that time were not clear." It added, "For the last 10 years, Abu Kabir has been working according to ethics and Jewish law."

sábado, dezembro 12, 2009

O Pablo, o bongô e a cueca

O morador do quarto andar toca bongô. O fato de ele tocar bongô não é estranho. Estranho é o fato dele tocar bongô de madrugada. Parece um terreiro de candomblé. Nada contra candomblé, mas terreiro num prédio é completamente fora dos padrões atuais! Ou estou desatualizada?

Sei que o apartamento dele tem as mesmas (minúsculas) dimensões do meu (quarto/sala/cozinha/banheiro). Só atende às necessidades de, NO MÁXIMO, duas pessoas. Quando muito três, e esta terceira tem que dormir na sala. E é o que acontece quando recebemos visitas.

É difícil dormir aqui porque somos vizinhos da 23 de Maio e nosso quarto tem janela anti-ruído, logo, se algum morador fizer um barulho muito alto no seu apartamento, você ouve o barulho quadruplicado dentro do quarto. Na verdade, parece que você está dormindo dentro de uma caixa acústica.

Mas, voltando...

Então. O Pablo toca bongô de madrugada.

O Pablo toca bongô de madrugada durante a semana!

Bom, da primeira vez, era um barulho chato, um falatório. Interfonei na portaria:

- oi, Manuel, está tendo festa no prédio?

- tá sim, dona Luciana.

- então, você pode pedir pra que façam menos barulho?

- sim, dona Luciana.

Certa de que iriam respeitar as regras de todo e qualquer condomínio, voltei pra cama e fui tentar dormir.

Daqui a pouco... TUM TUM TUM TUM TUM!!!!

Sentei na cama e meu cabelo vibrava! O meu cabelo vibrava! Sentia-me como no desenho do Pica-pau com a porra da torneira que não fecha, que na verdade fecha, mas pinga, incessantemente, e ele quase morre, num surto de loucura, quase roxo de tanto sono, embriagado de tanto barulho, que no começo parece um tim tim tim discreto e depois começa a fazer tom tom tom e em seguida passa pra um TUM TUM TUM impossível de ser tolerado, até mesmo pra quem toma remédio tarja preta pra poder dormir. Parece que tem uma fanfarra na sua casa. Senti-me assim.

- Meu, não é possível! Este cara vive do quê? Será que ele não tem que acordar cedo? Será que toca em festa rave e tá ensaiando? Meu, que horror!

Liguei de novo pra portaria:

- Manuel, o que tá acontecendo? Onde é essa festa?

- É na casa do Pablo, dona Luciana.

- Então, quantas pessoas estão na casa do Pablo?

- Ah, umas 30...

TRINTA??? 30 pessoas dentro de um apartamento quarto e sala? TRINTA? Surtei! TRINTA??? Desliguei indignada. Vou chamar a polícia se esta merda de barulho não parar, eu tenho que fechar uma revista amanhã, porraaa!!!

Meu, foi revoltante.

Mas o Manuel, grande salvador da noite que foi, conseguiu impedir que eu chamasse a polícia e transformasse o prédio no treme-treme da Paim, pedindo pelamordedeus pra que o Pablo parasse de tocar bongô.

Passou uma semana. Quarta-feira, novamente.

Falatório, pessoas com bolas de ferro amarradas ao tornozelo, de tanto barulho que faziam, desta vez uma música trance, até que legal, mas pra quem tá numa festa, claro, não pra quem tá com a cabeça cheia de barbitúricos, tentando dormir.

- Não dá, eu vou ver onde é esse barulho.

Levantei, coloquei o vestido e fui zanzar nos corredores do prédio feito uma doente. Até aqui, eu não sei em qual andar o Pablo mora, porque eu nunca me interessei em saber o nome dos moradores, na verdade eu nem tenho tempo pra isso.

Cheguei no quarto andar. Um cartaz com uns dizeres malucos escritos com uma tinta fosforescente, uma luz vermelha na porta do 44 e um cheiro de canabis no corredor. Pensei: só pode ser aqui! Mas o barulho não vinha do 44 e sim do 41 que tem a mesma dimensão do meu. Bom, na hora constatei que no 4º andar só tem DJ de rave, não é possível!

Reclamei, desta vez o Pablo tinha recebido SÓ dez pessoas na casa dele. UFA! Coitado do apartamento!

Mas é claro que teve uma repercussão. No dia seguinte reclamei pro zelador e o mesmo me disse que a síndica também ouve os barulhos do 4º andar, mas os mesmos não a incomodam. Meu, a mulher é SÍNDICA! Porra, quem votou nessa infeliz?

O Pablo é um ser estranho. Ou os amigos dele, não sei. Só sei que no dia seguinte havia garrafa PET e latinhas de cerveja (cerveja ruim, diga-se de passagem) tudo esparramado no jardim ao lado do prédio. Ah claro, e na marquise do prédio havia uma CUECA. Sim, uma cueca. O Pablo ou um dos convidados lunáticos dele perdeu uma cueca!

Eu não consigo me imaginar no dia seguinte, pós-balada, percebendo que perdi a calcinha. Pra um homem então, é muito mais difícil perder a cueca, penso eu, afinal, pouquíssimos usam saia, uma cueca não escorrega (simplesmente) pelas pernas e cai pela janela como se fosse uma caneta de padeiro presa à orelha!

Não demorou muito e o Pablo tomou uma multa. Bom, pelo menos eu acho que ele tomou, porque ele interfonou de apartamento em apartamento dizendo que ele não fazia barulho e quando meu marido foi argumentar dizendo que o som estava muito alto o Pablo disse:

- mas eu coloquei a caixa de som em cima da TV!

Muito bem, Pablo. Vou te explicar uma coisa. Não importa o volume da música quando você muda a caixa de som do lugar, ou seja, isso nem "inflói" nem "contribói" pra diminuir o som. Aliás, eu queria entender seu raciocínio: coloquei a caixa de som em cima da TV ...

É, não sei, talvez você precise desenhar...

Haja barbitúrico...

E o lazarento do Pablo continua com o seu bongô, que eu torço pra que perca o couro, toda santa noite...

Amigo secreto no trabalho

Não existe mais amigo secreto no papelzinho. Atualmente existem sites onde vc cadastra todo o pessoal e faz o sorteio on line, troca mensagens on line, troca dicas de presentes, enfim, tudo o que você fazia com papéis, e que era muito mais divertido, agora você faz on line. Era digital.

Enfim...

Quando você for convidado para participar do amigo secreto on line e no site tiver a opção enviar recado anônimo PARA TODOS, resista à tentação e NÃO xingue o presidente da empresa. Isto não é de bom tom e você pode perder seu emprego.

Ou melhor: não xingue NINGUÉM. Você pode e vai acabar com a brincadeira de todo mundo, zoar o clima de festa e deixar todos com cara de bunda. E se te pegarem pelo IP você pode ser demitido por justa causa.

Não utilize este recurso pra dizer para a secretária da diretoria que ela é gostosa. Chame-a para sair, muito discretamente, e seja educado. Nada de usar uma porcaria de recurso infantil como este para se esconder. Seja homem, não garoto pré-adolescente.

RESUMINDO: Não utilize este recurso. Envie bilhetes anônimos somente para seu amigo secreto, e seja educado, mais cedo ou mais tarde, ele vai descobrir quem você é e se você usar palavras difíceis de serem contornadas, invista alto, muito alto no presente. Quanto maior o grau de dificuldade, mais caro deve ser o presente. Estou te avisando.

Colabore para um ambiente de trabalho mais saudável, seja menos rancoroso e mais honesto. Assim, você não vai precisa usar recursos como este e estragar a brincadeira dos outros.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Um dia eu conheci um cara assim...

Tem gente que passa a vida sem assumir sua sexualidade. Às vezes morre de doenças graves, porque aquela dor fica tanto tempo reprimida que o cara acaba desenvolvendo um câncer.

Conheci alguns homens enrustidos, até namorei um. Pelo menos pra mim ele era. Primeiro, porque era homofóbico, mas tinha uma curiosidade imensa, embora não declarada, claro, pelo terceiro sexo. O mais curioso é que ele tinha fases em que a curiosidade aumentava, outras vezes ele sentia repulsa e até nojo de casais homossexuais, mas eu achava aquilo tudo muito estranho porque ele gostava justamente de morar perto de lugares com uma quantidade razoável do público GLSBTT.

Impressionante como o cara que tem problemas em se aceitar como homossexual tem sérias dificuldades emocionais, mais até do que uma mulher, e eles insiste em namorar mulheres, tentando encobrir aquilo que sente. Foi difícil, até entender que não era um problema meu e sim dele.

Se coisas do cotidiano se tornam difíceis, imagina manter uma relação sexual com uma pessoa que não se aceita? Ele dificultava tudo, era paranóico, tinha mania de perseguição e se sentia inferiorizado. Tinha uma baixíssima auto-estima, desenvolveu mania de limpeza, gostava de organizar livros e CDs em ordem alfabética, organizava as roupas por cores no guarda-roupas. Desenvolveu alergias, vivia com rinite, e tinha problemas emocionais com a mãe. Temia ser abandonado, rejeitado por ela, vivia uma vidinha medíocre na barra da saia da mãe. Precisava da aprovação dela pra tudo. Algo realmente muito triste.

Como consequência disso, hostilizava e ridicularizava as pessoas que não tinham problemas em se expressar.

Também, imagino que deva ser terrível você viver reprimido, com vergonha daquilo que você gosta, se forçando a ter uma vida infeliz, um relacionamento infeliz, tudo para que a sociedade te aceite.

Mas isso tem um nome: Homofobia interiorizada, ou Homofobia Internalizada.

E, uns dias atrás me lembrei dele e resolvi pesquisar no deus Google sobre este assunto e achei isto:

A classificação psiquiátrica para a Homofobia Internalizada é denominada de Transtorno da Preferência Sexual Egodistônica ou Orientação sexual egodistônica. Esta classificação no entanto, aplica-se no caso daqueles que já reconhecem a sua orientação sexual homossexual porém discordam ou rejeitam essa forma de ser e lutam contra seus sentimentos. O termo se opõe a Egodistônico, em que a pessoa concorda com seu próprio jeito de ser.

Como ele conhece meu blog, espero que leia meu post e de uma vez por todas, vá procurar ajuda e pare de bater punheta na frente do computador. De verdade.


quinta-feira, setembro 24, 2009

Síndrome de Peter Pan

Eu gostaria muito de entender porque tantas pessoas se sentem incomodadas com o que eu escrevo aqui, a ponto de me xingarem por e-mail, postagens, etc.

A última foi um comentário sobre a minha tatuagem... Mas como neste mundo estamos cercados de recalcados, hipócritas e preconceituosos, quando você fala algo que não condiz com a filosofia deles, eles se acham no direito de te atacar.

Blog não é uma coisa pessoal?

Aliás, para os garotos com síndrome de Peter Pan (sim, vocês!), não me importa quantas vezes vocês gritem e façam birra, vocês não passam de enrustidos que nunca sairão do armário porque não têm bolas pra assumir isso. Eu, pelo menos, falo e faço o que bem entendo.

quinta-feira, agosto 13, 2009

Uma imagem ainda vale mais que mil palavras.


Resolvi que era hora de colocar a foto da tatuagem que fiz nas costas, o símbolo do diploma do correligionário do PRP, em homenagem a 1932.

Fiz já tem um tempo, mas por algum motivo o blog passou batido e não postei aqui.

Daqui a pouco coloco mais fotos. A tatuagem é muito bonita, quem executou o trabalho foi o Julio Cesar do estúdio do Polaco, na 24 de maio. A foto deste trabalho está lá com ele também.

sexta-feira, março 06, 2009

A linguagem dos gatos - Felinos: Parte III

Ao contrário de nós, sejam os gatos turcos, aqueles italianos ou brasileiros, todos falam uma língua universal. Aprendi a falar com os gatos na Turquia e foi muito mais fácil me comunicar com eles, do que com os turcos, que não falavam inglês. Pelo resto do mundo, usei a língua aprendida, com variações, não de país para país, porém, conforme o nível de inteligência de cada gato.

Alegria – O gato exprime alegria com o rabo levantado e murmurando “palavras” que só o dono entende. Os olhos são o termômetro da alegria e o rosto muda de expressão quando eu chego em casa. Abanar o rabo não significa raiva, como dizem alguns. Significa que o gato está apreensivo, pensando no que deve fazer ou no que está dentro daquela caixa fechada.

Barriga arrastando no chão – O gato vai andando abaixadinho, com a barriga esfregando no chão. Pode significar caça à vista. Pode significar um ambiente novo. Então o gato se faz mais baixinho, para que os outros não o vejam. Todas as vezes que CICIO e MEMÉ se mudavam, MEMÉ chegava à nova casa e ia se arrastando cautelosamente, até ter certeza de que aquela era a sua nova casa. Os gatinhos que trago para casa, saem da gaiolinha se arrastando, na expectativa daquilo que encontrarão. E encontram 41 gatos bobões, que não fazem nenhuma objeção aos novos chegados.

Barriga para cima – É o gato mais feliz, seguro e tranqüilo deste mundo. Aliás, pessoas que dormem de barriga para cima, também demostram que são absolutamente seguras de si.

Corcova – Aquela corcova, igual a um camelo, é para parecer maior, impondo medo aos inimigos. Da mesma maneira, os pêlos arrepiados dão um ar de temor, que pode fazer os inimigos recuarem ou vacilarem o suficiente para permitir uma escapada.

Em pé – Gatos têm grande facilidade para ficar em pé, embora não consigam, ainda, caminhar sobre duas patas, como nós, os macacos e os ursos. Entretanto, as mutações se encarregarão de criar, mais cedo ou mais tarde, o gato bípede. Mesmo gatos gordos e adultos, como UMI, ficam em pé, com grande facilidade, quando chega a papa. E por quê? Para ficarem maiores e serem notados por você, senão você pode se esquecer de dar a comida deles. Como se isso fosse possível!

Enterrar a comida – “Nunca mais quero comer isto!” - pensa o gato, enquanto tenta enterrar a comida, arranhando o pavimento. Pior é quando estão comendo no jardim e um dos gatos não quer mais comer e enterra, realmente, a comida que os outros ainda não comeram. Na realidade, é apenas uma encenação. Retire o pratinho e o apresente, logo em seguida, com a comida revirada, que o gato cai em cima e até lambe o pratinho.
Por outro lado, quando o gato começa a comer, e em um dado momento pára, olha para você e diz: “Miau” e volta a comer. Isto quer dizer: “A comida está ótima, cozinhe sempre desta maneira!”

Mordidinhas – Enquanto o gato dá um banho em você, pode dar mordidinhas. Significa: “Como você está sujo. Deve ser punido por tamanho relaxamento. Não ouse interromper o banho que estou dando!”

Olhos fechados – “Estou ignorando a sua presença.”

Orelhas – Orelhas para cima: “Atenção!” Orelhas para trás: “Não estou gostando disto.” Orelhas grudadas na cabeça: “Estou pronto para a briga.” E por quê grudar as orelhas na cabeça? Porque se o rival lhe der uma patada, não atingirá tão importante órgão.

Pinotes – Quando você vai acariciar seu gato, muitas vezes ele se levanta até a sua mão, para receber mais rápido a sua carícia, com os olhinhos fechados. Outra forma de afeto é quando dá uma cabeçadinha na sua mão, o que pode fazer você entornar uma xícara de chá. Mas é o preço do amor.

Pisar no pé – Por que alguns gatos têm o hábito de pisar no pé do dono? Elementar: para que o dono nunca mais se afaste dele.É uma prova de amor.

Rabo – Rabo levantado significa alegria. Rabo balançando não significa raiva, significa apreensão. O gato balança o rabo quando está diante do inimigo, ou quando está doido para saber o que você tem naquela misteriosa caixa. Gatos de rabo peludo, jamais os têm levantados. Talvez para não serem confundidos com algum perigoso tamanduá.

Rebolar – Significa ar suspeito. Quando o gato rouba comida do pratinho do outro, chega rebolando, igual a um rato e fica meio vesgo. É o ar de culpa do pecador.

Voz – “Meu gato só falta falar…” Não é verdade, eles “falam”, sim. Gatos usam sons diversos, em freqüências diversas, para expressar o que pensam ou o que querem. Os gatos têm as manifestações vocais acompanhadas de expressões faciais idênticas às nossas. Expressões de felicidade, de descontentamento, de repreensão, etc.

Fonte: Rocky Gadelha - Biólogo

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Felinos: Parte II

A maioria das pessoas acha que os gatos não fazem nada, são preguiçosos e tudo que fazem é comer e dormir. Não é bem assim! Você sabia que os gatos tem uma missão na nossa vida? Você já parou para pensar porque tantas pessoas hoje em dia têm gatos? Mais do que o número de pessoas que tem cães?

Aqui está uma série de informações sobre a vida secreta dos gatos. Todos os gatos têm o poder de, diariamente, remover energia negativa acumulada no nosso corpo. Enquanto nós dormimos, eles absorvem essa energia. Se há mais do que uma pessoa na família, e apenas um gato, ele pode acumular uma quantidade excessiva de negatividade ao absorver energia de tantas pessoas. Quando eles dormem, o corpo do gato libera a negatividade que ele removeu de nós. Se estivermos excessivamente estressados, eles podem não ter tempo suficiente para liberar tamanha quantidade de energia negativa, e conseqüentemente ela se acumula como gordura até que eles possam liberá-la. Portanto, eles se tornarão obesos - e você achava que era a comida com que você os alimentava!

É bom ter mais do que um gato em casa para que a carga seja dividida entre eles. Eles também nos protegem durante a noite para que nenhum espírito indesejável entre em nossa casa ou quarto enquanto dormimos. Por isso eles gostam de dormir na nossa cama. Se eles verificarem que estamos bem, eles não dormirão conosco. Se houver algo estranho acontecendo ao nosso redor, eles todos pularão na nossa cama e nos protegerão.

Se uma pessoa vier a nossa casa e os gatos sentirem que essas pessoas estão ali para nos prejudicar ou que essas pessoas são do mal, os gatos nos circundarão para nos proteger. Quando meus gatos começaram a fazer isso comigo, eu não entendia porque eles ficavam em cima de mim ou aos meus pés. Eu soube depois que eles estavam me protegendo. Então, meus ouvidos e meus olhos buscam imediatamente ver a reação dos meus gatos para ver o que eles farão quando alguém entra em minha casa. Se eles correm para a pessoa, cheiram-na e querem ser acariciadas por essa pessoa, eu sei que posso relaxar.

Dívida a resgatar

Se você não tem um gato, e um gato vira-latas entra em sua casa adotando-a como lar, é porque você precisa de um gato em casa nessa época em particular. O gato vira-latas voluntariou-se para ajudar e escolheu você. Agradeça ao gato por escolher sua casa para esse trabalho. Se você tem outros gatos e não pode ficar com o vira-latas, encontre um lar para ele. O gato veio a você por um motivo, desconhecido para você em nível físico, mas em sonhos você pode ver a razão para o aparecimento do gato nessa época, se você quiser saber. Pode acontecer de haver um débito cármico que ele tem que pagar a você. O espírito que o acompanha pode ter feito algum mal a você em outra vida e deve resgatar essa dívida protegendo você nesta vida. Portanto, não afugente o gato. Ele vai ter que voltar de um modo ou de outro para realizar esta obrigação.

Os Gatos Nos Curam

Na época de Atlântida, os curandeiros usavam cristais em seus trabalhos. Os cristais eram usados como um canal de cura. Quando os curandeiros visitavam vilas distantes, eles não podiam usar os cristais pois o povo desconfiava deles achando que eles usavam magia negra. Como eles não podiam usar cristais, os curandeiros levavam gatos que exerciam exatamente a mesma função dos cristais. O povo não tinha medo dos gatos e permitiam que eles entrassem em suas casas. Desse modo, os gatos têm sido usados inúmeras vezes na arte da cura.

(Caroline Connor)

Felinos: Parte I

Em novembro do ano passado resolvi que um felino em casa seria uma higiene mental e que seria de grande valia para que eu me recuperasse da depressão.

Não foi diferente.

Ter gatos em casa é uma surpresa a cada dia, eles são doces, meigos, carinhosos, mas também com uma personalidade marcante, muito forte.

A primeira que adotei foi a Lee Lee, que hoje está com cinco meses e meio.

Minha amiguinha de todas as horas... Vê-la brincar me distrai, me alegra. O comportamento dos felinos é único e peculiar, cada gato tem uma característica singular.

Todos são adoráveis, mas muito independentes...