Sim, eu esqueci do blog. Eu sei disso. Mas o que eu posso fazer? Se bem que esse intervalo entre uma postagem e outra já foi bem maior! Acho que cheguei a ficar oito meses sem escrever nada aqui.
Mas, enfim, falta tempo, falta criatividade, falta saco.
Novidade? Deixe-me ver...
...
Ah, tenho mantido os 2100m na natação. Tem sido uma constante e tem trazido ótimos resultados pra minha saúde. Quatro vezes por semana vou lá, nado meus 2100m, saio feliz da vida, realizada. Até fui convidada pra participar de uma travessia que está acontecendo hoje, em Bertioga, mas quando vi as fotos da última, o povo de barro até as canelas, desisti. Meu treinador que não saiba disso! E também tem o fato de eu ter cortado um dedinho do pé direito na piscina esses dias, num ladrilho maldito, bem na hora da virada. Foi um corte de nada, nem sangrou, mas no decorrer do dia começou a arder e incomodar bastante. Fiz bem em não ter ido pra Bertioga.
Também emagreci mais um pouco, agora estou pesando 47 quilos, e posso me empanzinar de comida que fica tudo certo. Se antes eu já comia tranqüila, imagina agora que estou bem abaixo do meu peso ideal, que é de 52 quilos?
Decepções eu tive algumas nesse intervalo, e, com as pessoas em que eu mais acreditava e confiava. Mas aprendi. Aliás, vivendo e aprendendo. Quando você pensa que está no controle, você descobre que não há nada sob o seu controle! É que dou muita chance para pessoas abusadas fazerem parte da minha vida. Isso eu já percebi também, mas é tão difícil reconhecer um abusado logo de cara...
E, como hoje é domingo, já tomei meu sol do dia, já almocei, vou esticar as pernas e ficar de papo pro ar até aparecer algo melhor pra fazer. Afinal, amanhã volto à minha rotina de quebrar pedras e ganhar muito pouco, ou nenhum, dinheiro por isso.
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domingo, setembro 16, 2007
quarta-feira, agosto 15, 2007
You don't know the size of my heart
A minha sugestão para a música de hoje é essa. Quem tiver, ouça. Quem não tiver, simplesmente leia a letra. Pra mim diz muita coisa.
UNKLE - Bloodstain
Alice Temple:
They say if you took it all away
This love would fall apart
I say, no way
You don't know the size of my heart.
Vicious, suspicious
It doesn't matter what I say
Users and losers
There's nothing here to make me stay.
Bloodstain on a blue vein
Take it with no shame
Love tracks on a loose train
Bloodstain
No gain with no pain
My scars are deeper than you think
Tie me, try me
One more time before I sink.
Big lies, big times
This love is not what we're about
It's too late, and I'm too straight
It's time to blow this fire out.
Bloodstain on a blue vein
Take it with no shame
Love tracks on a loose train
Bloodstain on a blue vein
Take me softly
I'm going crazy for your touch.
Bloodstain on a blue vein
(Blue....blood, blue....blood, blue...blood)
Take it with no shame
(No...take, no...take, no...take)
Be Be K Roche sample:
I'm alone
And dissatisfied
And someone else is alone
And dissatisfied
Blade Runner sample:
You are alone
UNKLE - Bloodstain
Alice Temple:
They say if you took it all away
This love would fall apart
I say, no way
You don't know the size of my heart.
Vicious, suspicious
It doesn't matter what I say
Users and losers
There's nothing here to make me stay.
Bloodstain on a blue vein
Take it with no shame
Love tracks on a loose train
Bloodstain
No gain with no pain
My scars are deeper than you think
Tie me, try me
One more time before I sink.
Big lies, big times
This love is not what we're about
It's too late, and I'm too straight
It's time to blow this fire out.
Bloodstain on a blue vein
Take it with no shame
Love tracks on a loose train
Bloodstain on a blue vein
Take me softly
I'm going crazy for your touch.
Bloodstain on a blue vein
(Blue....blood, blue....blood, blue...blood)
Take it with no shame
(No...take, no...take, no...take)
Be Be K Roche sample:
I'm alone
And dissatisfied
And someone else is alone
And dissatisfied
Blade Runner sample:
You are alone
terça-feira, agosto 14, 2007
Nada, nada, nada, que passa!
Eu já sabia que nadar me ajuda, e muito, a esquecer os problemas. Tanto que quando comecei meu tratamento contra a depressão, esse mal que aflige grande parte da humanidade, meu psiquiatra havia recomendado que praticasse exercícios, de preferência, natação.
Por que?
Oras, pelo simples fato de que se eu não parar de pensar em problemas eu me afogo! Tenho que bater braços e pernas e controlar a respiração e muito mais! A sorte é que nasci peixe e mamãe logo me matriculou na natação. Tanto que não lembro de, naquela época, sofrer de algum distúrbio psicológico ou de ter precisado tomar barbitúricos e psicotrópicos pra controlar as coisas da cabeça!
Pois bem, eu faltei uns dias. Muito trabalho e tive de abrir mão de freqüentar a natação em dois dias na semana passada pra tentar colocar o trabalho em dia. Eu tô quase lá, mas ainda falta mais um pouco pra alcançar o feito. E acabei deixando a natação de lado.
Então, hoje começo a maratona de cinco dias initerruptos de natação. Vou nadar a semana inteira, não durante o horário de trabalho, claro, mas à noite.
Aí, aproveitei pra me pesar, porque tá todo mundo falando que estou muito magra e coisa e tal. Bom, não sou uma criatura muito alta. Aliás, sou uma criatura de 1m58cm. E, já que tenho a (quase!) altura de uma típica liliputiana, resolvi me pesar. E a balança marcou 49 quilos. Não tô magra, não! Meu índice de massa corpórea indica um pouquinho abaixo do peso normal, mas não tô esquelética e nem anoréxica.

Mas, voltando à natação, já que vou repor as aulas todos esses dias dessa semana, é bem capaz que eu acabe emagrecendo mais um pouquinho. Portanto, parem de me chamar de magra.
Então, é isso. Vou nadar, passar 50 minutos com a cabeça debaixo d'água, contando ladrilho e rejunte do fundo azul e branco da piscina, e respirando quando o professor manda.
Vou nadando, nadando, nadando e os problemas vão sumindo, sumindo, sumindo...
Por que?
Oras, pelo simples fato de que se eu não parar de pensar em problemas eu me afogo! Tenho que bater braços e pernas e controlar a respiração e muito mais! A sorte é que nasci peixe e mamãe logo me matriculou na natação. Tanto que não lembro de, naquela época, sofrer de algum distúrbio psicológico ou de ter precisado tomar barbitúricos e psicotrópicos pra controlar as coisas da cabeça!
Pois bem, eu faltei uns dias. Muito trabalho e tive de abrir mão de freqüentar a natação em dois dias na semana passada pra tentar colocar o trabalho em dia. Eu tô quase lá, mas ainda falta mais um pouco pra alcançar o feito. E acabei deixando a natação de lado.
Então, hoje começo a maratona de cinco dias initerruptos de natação. Vou nadar a semana inteira, não durante o horário de trabalho, claro, mas à noite.
Aí, aproveitei pra me pesar, porque tá todo mundo falando que estou muito magra e coisa e tal. Bom, não sou uma criatura muito alta. Aliás, sou uma criatura de 1m58cm. E, já que tenho a (quase!) altura de uma típica liliputiana, resolvi me pesar. E a balança marcou 49 quilos. Não tô magra, não! Meu índice de massa corpórea indica um pouquinho abaixo do peso normal, mas não tô esquelética e nem anoréxica.

Mas, voltando à natação, já que vou repor as aulas todos esses dias dessa semana, é bem capaz que eu acabe emagrecendo mais um pouquinho. Portanto, parem de me chamar de magra.
Então, é isso. Vou nadar, passar 50 minutos com a cabeça debaixo d'água, contando ladrilho e rejunte do fundo azul e branco da piscina, e respirando quando o professor manda.
Vou nadando, nadando, nadando e os problemas vão sumindo, sumindo, sumindo...
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Barbitúricos e psicotrópicos
domingo, maio 27, 2007
Amor incondicional
Antes de tudo, quando eu era egoísta, aproveitava mal a vida e não dava importância para pequenos eventos do cotidiano. Achava que nunca teria paciência com uma criança, tanto que filhos nunca foram parte do meu plano de vida. Não enxergava a beleza na vida, mas sabia que a vida em si era algo extremamente frágil, singela como uma brisa, e que se você não cuida, aquele brilho nos olhos desaparece como se nunca tivesse existido.
Depois da depressão, passei a olhar com outros olhos as coisas simples.
A chegada da minha sobrinha, há dois anos e meio, já havia me feito chorar de emoção, mas quando ela veio morar comigo, a minha vida se tornou algo imprevisível. Numa hora ela está feliz, noutra extremamente irritada. Tem os genes da família, metade italiana, metade espanhola.
Aqui ninguém possui uma personalidade meiga, "fofa", adocicada. Somos todas (assim, no feminimo mesmo, porque nosso pai não é vivo) diretas, muito habilidosas com as tarefas, normalmente executadas por homens, mas às vezes precisamos que um pedreiro ou um eletricista faça um serviço ou outro. Isso fez com que endurecêssemos um pouco e deixássemos de notar algumas belezas da vida, e do cotidiano, principalmente.
A chegada da Yara fez com que eu sentisse realmente como a vida é frágil e linda. Ela me cativou com cada ato de inocência e ingenuidade, com cada ato de carinho e afeto. Às vezes eu estou com ela no colo e ela me abraça e me beija. Às vezes vem em minha direção com um sorriso puro e simplesmente diz "tia Lu, eu amo você". Ela gosta que eu note os brincos de joaninha que ela usa e, por vezes, levanta os cabelos pra me mostrar. É bem certo que quer um elogio. E, assim como eu adorava carinho nos cabelos, ela me pede da mesma maneira que eu pedia ao meu pai.
Todas as balas "ardidas" que compro pra mim é ela quem come. Ela adora meus Tic Tac extra forte. Já sabe também fazer o sinal de "Metal!" e fica repetindo várias e várias vezes até que eu concorde com ela. Mas ela também adora que eu coloque Madonna pra ela dançar, tudo à maneira dela, claro.
Não haveria espaço aqui para expressar todas as sensações que a Yara me proporciona, mas, sem dúvida alguma, o amor que ela demonstra é algo que nunca vi em toda a minha vida.
A Yara não vai ler este texto tão cedo, mas eu gostaria que ela soubesse, de alguma forma, que o amor dela não é em vão. Ela mudou a minha vida e continua mudando, mesmo quando ela está chata por causa de uma gripe. Ela devolveu toda a esperança que eu tinha perdido e, apesar de eu continuar tocando a minha vida numa estrada de terra cheia de buracos e pedras, quando olho para o lado, lá está ela com aquele sorriso doce e puro. E um brilho nos olhos que darei a minha vida para mantê-los.
Depois da depressão, passei a olhar com outros olhos as coisas simples.
A chegada da minha sobrinha, há dois anos e meio, já havia me feito chorar de emoção, mas quando ela veio morar comigo, a minha vida se tornou algo imprevisível. Numa hora ela está feliz, noutra extremamente irritada. Tem os genes da família, metade italiana, metade espanhola.
Aqui ninguém possui uma personalidade meiga, "fofa", adocicada. Somos todas (assim, no feminimo mesmo, porque nosso pai não é vivo) diretas, muito habilidosas com as tarefas, normalmente executadas por homens, mas às vezes precisamos que um pedreiro ou um eletricista faça um serviço ou outro. Isso fez com que endurecêssemos um pouco e deixássemos de notar algumas belezas da vida, e do cotidiano, principalmente.
A chegada da Yara fez com que eu sentisse realmente como a vida é frágil e linda. Ela me cativou com cada ato de inocência e ingenuidade, com cada ato de carinho e afeto. Às vezes eu estou com ela no colo e ela me abraça e me beija. Às vezes vem em minha direção com um sorriso puro e simplesmente diz "tia Lu, eu amo você". Ela gosta que eu note os brincos de joaninha que ela usa e, por vezes, levanta os cabelos pra me mostrar. É bem certo que quer um elogio. E, assim como eu adorava carinho nos cabelos, ela me pede da mesma maneira que eu pedia ao meu pai.
Todas as balas "ardidas" que compro pra mim é ela quem come. Ela adora meus Tic Tac extra forte. Já sabe também fazer o sinal de "Metal!" e fica repetindo várias e várias vezes até que eu concorde com ela. Mas ela também adora que eu coloque Madonna pra ela dançar, tudo à maneira dela, claro.
Não haveria espaço aqui para expressar todas as sensações que a Yara me proporciona, mas, sem dúvida alguma, o amor que ela demonstra é algo que nunca vi em toda a minha vida.
A Yara não vai ler este texto tão cedo, mas eu gostaria que ela soubesse, de alguma forma, que o amor dela não é em vão. Ela mudou a minha vida e continua mudando, mesmo quando ela está chata por causa de uma gripe. Ela devolveu toda a esperança que eu tinha perdido e, apesar de eu continuar tocando a minha vida numa estrada de terra cheia de buracos e pedras, quando olho para o lado, lá está ela com aquele sorriso doce e puro. E um brilho nos olhos que darei a minha vida para mantê-los.
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Domingo de manhã
quarta-feira, março 14, 2007
Fotos da Lola
Atendendo a pedidos, estou colocando novas fotos da Lola. Ela está linda e saudável. E meiga.
Aqui, a Lola, pronta para a consulta no veterinário. Ela adora andar de carro.
Essa foto, na verdade, foi a pedido dela. Ela acha que seu lado direito é mais fotogênico. Veja que ela está de olho na câmera, assim, com um olhar meio de canto...
E essa, onde finalmente apareço. É uma satisfação chegar em casa e receber a festa que ela faz pra mim.
Aqui, a Lola, pronta para a consulta no veterinário. Ela adora andar de carro.
Essa foto, na verdade, foi a pedido dela. Ela acha que seu lado direito é mais fotogênico. Veja que ela está de olho na câmera, assim, com um olhar meio de canto...
E essa, onde finalmente apareço. É uma satisfação chegar em casa e receber a festa que ela faz pra mim.
sexta-feira, março 09, 2007
Boletim Informativo sobre fatos que eu omito
Hoje de manhã fui alertada pela minha mãe:
-Olha, eu ouvi seu horóscopo ontem, e com relação ao campo amoroso da sua vida, disse que você deve ser persistente e perseverante.
Tá bom, mãe. Serei.
Mais tarde liga a minha irmã:
-Lu, ontem eu tava ouvindo rádio e seu horóscopo foi bem claro...
E eu interrompi:
Sim, já sei: "com relação ao campo amoroso da sua vida, disse que você deve ser persistente e perseverante."
-É, isso mesmo!
Bom, pra informação de todos, até pra quem não lê o meu horóscopo nem me perguntou nada sobre ser perseverante, SIM, eu estou sendo persistente e perseverante.
Mas dá um trabalho...
-Olha, eu ouvi seu horóscopo ontem, e com relação ao campo amoroso da sua vida, disse que você deve ser persistente e perseverante.
Tá bom, mãe. Serei.
Mais tarde liga a minha irmã:
-Lu, ontem eu tava ouvindo rádio e seu horóscopo foi bem claro...
E eu interrompi:
Sim, já sei: "com relação ao campo amoroso da sua vida, disse que você deve ser persistente e perseverante."
-É, isso mesmo!
Bom, pra informação de todos, até pra quem não lê o meu horóscopo nem me perguntou nada sobre ser perseverante, SIM, eu estou sendo persistente e perseverante.
Mas dá um trabalho...
segunda-feira, março 05, 2007
Quando o pagamento não vem em dinheiro
Ultimamente tem sido assim: tenho vivido muito, todos os momentos da minha vida. Tenho feito uma porção de coisas, tenho mudado a minha vida e a de algumas pessoas e, no entanto, não sinto aquela vontade imensa de antes de escrever aqui no blog. Mas uma coisa eu preciso contar: comecei um trabalho voluntário.
É verdade que antes de passar pelo tratamento para depressão pensei em largar o emprego e ir dar aula de inglês na escola em que estudei, por conta dos vários convites que me fizeram, mas acabei dando prioridade pra outras coisas e a minha vida começou a mudar devagar.... Até o dia em que a minha vida não era mais a mesma em nenhum aspecto.
Mas estou me adiantando na história e vou começar pelo começo.
Quando eu queria que o Mundo parasse pra que eu pudesse descer, pensei em largar meu trabalho e começar do zero. Coisa que faço, sempre que quebro a cara com algo. E eu achava que tinha quebrado a cara com o meu trabalho, mas na verdade estava entrando em depressão. Na verdade eu não tinha forças pra isso, nem pra quase nada. Nem sei onde fui buscar forças pra correr atrás de ajuda e sair da depressão. A preocupação era, na verdade, de ter a minha vida de volta, de trabalhar e sentir prazer nisso. Por isso, pensei em dar aulas de Inglês na escola em que eu havia concluído o curso. É claro que eu sabia que ia ter que trabalhar aos sábados e domingos, pois naquela escola o número de alunos é enorme e as aulas acontecem todos os dias. Mas a minha maior preocupação era continuar ganhando dinheiro. Era sempre o maldito dinheiro.
O tempo passou, comecei a fazer tratamento para sair da depressão e outras coisas começaram a acontecer, entre elas a minha mudança mental e física.
Foi quando recobrei a minha confiança profissional e meu lugar no trabalho, e coloquei a mão na massa. E minha vida continuou a mudar.
Seis meses se passaram desde que comecei o tratamento.
Há três semanas fui chamada para dar aula de Inglês em uma Associação que ajuda jovens a entrarem na faculdade oferecendo cursos preparatórios, sem custo nenhum pra eles. E esses alunos contam com a boa vontade de professores de escolas, públicas ou não, para ajudá-los a conquistar a tão sonhada vaga.
Na hora eu fiquei com medo de não saber o bastante, mas depois fui lá pra conferir e dar a primeira aula. E fiquei duas aulas seguidas com os alunos, conversando, conhecendo um pouco de cada um...
Mais tarde soube que a classe me adorou. Adorou meu jeito elétrico, falante, toda sorriso. Todos aprenderam um pouquinho nesse sábado, 3 de março.
Assim como um dia recebi a ajuda de uma pessoa para começar o curso de Inglês, agora tenho a oportunidade de passar para uma classe de 40 alunos o mesmo tipo de ajuda.
E a sensação que tive foi melhor do que receber um gordo pagamento. A sensação de poder passar algum conhecimento para pessoas que não tiveram a mesma oportunidade que eu é extremamente gratificante.
E é impressionante como o ser humano precisa se sentir útil.
É verdade que antes de passar pelo tratamento para depressão pensei em largar o emprego e ir dar aula de inglês na escola em que estudei, por conta dos vários convites que me fizeram, mas acabei dando prioridade pra outras coisas e a minha vida começou a mudar devagar.... Até o dia em que a minha vida não era mais a mesma em nenhum aspecto.
Mas estou me adiantando na história e vou começar pelo começo.
Quando eu queria que o Mundo parasse pra que eu pudesse descer, pensei em largar meu trabalho e começar do zero. Coisa que faço, sempre que quebro a cara com algo. E eu achava que tinha quebrado a cara com o meu trabalho, mas na verdade estava entrando em depressão. Na verdade eu não tinha forças pra isso, nem pra quase nada. Nem sei onde fui buscar forças pra correr atrás de ajuda e sair da depressão. A preocupação era, na verdade, de ter a minha vida de volta, de trabalhar e sentir prazer nisso. Por isso, pensei em dar aulas de Inglês na escola em que eu havia concluído o curso. É claro que eu sabia que ia ter que trabalhar aos sábados e domingos, pois naquela escola o número de alunos é enorme e as aulas acontecem todos os dias. Mas a minha maior preocupação era continuar ganhando dinheiro. Era sempre o maldito dinheiro.
O tempo passou, comecei a fazer tratamento para sair da depressão e outras coisas começaram a acontecer, entre elas a minha mudança mental e física.
Foi quando recobrei a minha confiança profissional e meu lugar no trabalho, e coloquei a mão na massa. E minha vida continuou a mudar.
Seis meses se passaram desde que comecei o tratamento.
Há três semanas fui chamada para dar aula de Inglês em uma Associação que ajuda jovens a entrarem na faculdade oferecendo cursos preparatórios, sem custo nenhum pra eles. E esses alunos contam com a boa vontade de professores de escolas, públicas ou não, para ajudá-los a conquistar a tão sonhada vaga.
Na hora eu fiquei com medo de não saber o bastante, mas depois fui lá pra conferir e dar a primeira aula. E fiquei duas aulas seguidas com os alunos, conversando, conhecendo um pouco de cada um...
Mais tarde soube que a classe me adorou. Adorou meu jeito elétrico, falante, toda sorriso. Todos aprenderam um pouquinho nesse sábado, 3 de março.
Assim como um dia recebi a ajuda de uma pessoa para começar o curso de Inglês, agora tenho a oportunidade de passar para uma classe de 40 alunos o mesmo tipo de ajuda.
E a sensação que tive foi melhor do que receber um gordo pagamento. A sensação de poder passar algum conhecimento para pessoas que não tiveram a mesma oportunidade que eu é extremamente gratificante.
E é impressionante como o ser humano precisa se sentir útil.
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Domingo de manhã
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Passando...
Então, como já faz algum tempo que não escrevo aqui (quase um mês), estou passando pra dizer que está tudo bem comigo.
A minha casa virou um depósito de material de construção. Meu carro, não raro, fica marrom de tanta poeira de tijolo.
Já estamos na metade da reforma e isso já é um alívio, mas ainda falta meu banheiro, o quarto da minha mãe, o telhado da garagem, o novo portão...
No mais, continuo linda, magra e radiante. Apaixonada também, mas agora divido esse sentimento com alguém. E essa é a grande novidade pra vocês. Pra mim não é mais tão novidade assim, porque já acontece há algum tempo, mas só posso falar mais sobre isso daqui um tempo. Portanto, não me perguntem nada, não vou falar. É segredo de Estado.
Neste ano o Carnaval cai no dia 20 de fevereiro, dia em que a natureza presenteou esse Mundo com essa alma magnífica que vos escreve. Então, até a semana que vem devo escrever mais alguma coisa sobre a aventura que é fazer aniversário em meio ao carnaval. A festa mais carnal do Planeta.
A minha casa virou um depósito de material de construção. Meu carro, não raro, fica marrom de tanta poeira de tijolo.
Já estamos na metade da reforma e isso já é um alívio, mas ainda falta meu banheiro, o quarto da minha mãe, o telhado da garagem, o novo portão...
No mais, continuo linda, magra e radiante. Apaixonada também, mas agora divido esse sentimento com alguém. E essa é a grande novidade pra vocês. Pra mim não é mais tão novidade assim, porque já acontece há algum tempo, mas só posso falar mais sobre isso daqui um tempo. Portanto, não me perguntem nada, não vou falar. É segredo de Estado.
Neste ano o Carnaval cai no dia 20 de fevereiro, dia em que a natureza presenteou esse Mundo com essa alma magnífica que vos escreve. Então, até a semana que vem devo escrever mais alguma coisa sobre a aventura que é fazer aniversário em meio ao carnaval. A festa mais carnal do Planeta.
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Presente ou ausente?
Final de ano é sempre a mesma correria, todo mundo querendo sair mais cedo do trabalho pra comprar presentes, correr atrás dos preparativos da ceia do dia 24... As ruas de SP estão um inferno por conta dos retardatários. Demorei uma cacetada de tempo pra chegar ao escritório e tudo por causa do trânsito, pois no caminho há um shopping.
Mas como esse será o Natal dos "Sem Presentes" eu tô tranqülia e só comprei presente pra minha mãe e para uma pessoa muito especial, muito amada e querida, que sempre fica ao meu lado e o presente eu até já entreguei porque queria demais compartilhar aquele momento com essa pessoa. Não pelo valor material do presente, mas pelo que representa, pelo que nos faz lembrar.
Minha mãe comprou presentes pra minha sobrinha, e para os filhos do William, meu caro amigo, que está colocando a minha casa abaixo, com uma mega-reforma.
Ah, e tem também o fato de eu não ter namorado, o que faz uma grande diferença! Ter que comprar presentes pra uma família inteira só pra dizer que você se importa com todos eles é demais. Suas palavras não bastam, você não pode chegar de mãos abanando. A sogra então, tem que ganhar um ou mais presentes e não ando muito a fim de encarar toda essa lenga-lenga de fim de ano. À merda com toda essa hipocrisia!
Nem preciso falar que esse é o meu momento.
Talvez eu compre um presente pra minha irmã, não sei. Tô com receio de comprar algo pra ela, porque nunca acerto o gosto. É uma merda e, pelo jeito dela, me incomoda ainda mais não acertar porque é só ela abrir a embalagem pra eu ouvir "ah, mas não tinha de outra cor?" ou então "ah, mas eu não uso jaqueta toda fechada!" ou pior "você vai ficar brava se eu for lá trocar?". Perco todo o tesão de dar presente pra minha irmã e, caso decida por dar algo, nem sei o que vou comprar.
Bom, eu ganhei um monte de presente, todos adiantados. Ganhei tanta coisa que tenho até vergonha de contar. Entre tantas coisas ganhei um corpo mais magro, saúde física e mental e paz de espírito.
Então, acho que vou desencanar, curtir bastante a reforma e meus presentes, afinal foram tantos, e eles continuam chegando. Que continuem vindo.
No final das contas, quando se tem saúde e a mente permanece ocupada, o bolso parece mais cheio e a vida parece mais leve. Ou será que de fato não o são?
Mas como esse será o Natal dos "Sem Presentes" eu tô tranqülia e só comprei presente pra minha mãe e para uma pessoa muito especial, muito amada e querida, que sempre fica ao meu lado e o presente eu até já entreguei porque queria demais compartilhar aquele momento com essa pessoa. Não pelo valor material do presente, mas pelo que representa, pelo que nos faz lembrar.
Minha mãe comprou presentes pra minha sobrinha, e para os filhos do William, meu caro amigo, que está colocando a minha casa abaixo, com uma mega-reforma.
Ah, e tem também o fato de eu não ter namorado, o que faz uma grande diferença! Ter que comprar presentes pra uma família inteira só pra dizer que você se importa com todos eles é demais. Suas palavras não bastam, você não pode chegar de mãos abanando. A sogra então, tem que ganhar um ou mais presentes e não ando muito a fim de encarar toda essa lenga-lenga de fim de ano. À merda com toda essa hipocrisia!
Nem preciso falar que esse é o meu momento.
Talvez eu compre um presente pra minha irmã, não sei. Tô com receio de comprar algo pra ela, porque nunca acerto o gosto. É uma merda e, pelo jeito dela, me incomoda ainda mais não acertar porque é só ela abrir a embalagem pra eu ouvir "ah, mas não tinha de outra cor?" ou então "ah, mas eu não uso jaqueta toda fechada!" ou pior "você vai ficar brava se eu for lá trocar?". Perco todo o tesão de dar presente pra minha irmã e, caso decida por dar algo, nem sei o que vou comprar.
Bom, eu ganhei um monte de presente, todos adiantados. Ganhei tanta coisa que tenho até vergonha de contar. Entre tantas coisas ganhei um corpo mais magro, saúde física e mental e paz de espírito.
Então, acho que vou desencanar, curtir bastante a reforma e meus presentes, afinal foram tantos, e eles continuam chegando. Que continuem vindo.
No final das contas, quando se tem saúde e a mente permanece ocupada, o bolso parece mais cheio e a vida parece mais leve. Ou será que de fato não o são?
quarta-feira, novembro 08, 2006
As "coisas" da minha cabeça
Meu psiquiatra disse que felicidade não é doença. E que pela minha cara tenho feito muito mais amizades por parecer muito mais simpática e atraente.
Eu dirigi o carro do meu chefe e o carro é mais gostoso de dirigir do que parece. Eu retiro o que eu disse. Disse pra ele que carro sedan é carro de velho. É carro de velho que sabe o que é bom (não podia perder a oportunidade, chefe).
Meus problemas não têm o tamanho que eles tinham antes, e agora eu entendo algumas coisas que estavam na minha cara, mesmo que algumas pessoas me negassem a verdade, por vergonha de assumir sua própria situação.
O médico esteticista não vê defeito em mim. Nem as massagistas.
Bom, amanhã tem psicanalista e tenho mais um monte de coisa pra contar pra ela.
E, agora eu vou voltar ao trabalho porque meu chefe está de olho.
Eu dirigi o carro do meu chefe e o carro é mais gostoso de dirigir do que parece. Eu retiro o que eu disse. Disse pra ele que carro sedan é carro de velho. É carro de velho que sabe o que é bom (não podia perder a oportunidade, chefe).
Meus problemas não têm o tamanho que eles tinham antes, e agora eu entendo algumas coisas que estavam na minha cara, mesmo que algumas pessoas me negassem a verdade, por vergonha de assumir sua própria situação.
O médico esteticista não vê defeito em mim. Nem as massagistas.
Bom, amanhã tem psicanalista e tenho mais um monte de coisa pra contar pra ela.
E, agora eu vou voltar ao trabalho porque meu chefe está de olho.
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A vida é doce como chocolate
quarta-feira, novembro 01, 2006
This is not what I'm like, this is not what I do
Não disse que The Magic Numbers é uma delícia de som? Quem não conhece precisa escutar.
I See You, You See Me
I never wanted to love you, but that's okay
I always knew that you'd leave me anyway
But darling when I see you, you see me
I asked the boys if they'd let me go out and play
They always said that you'd hurt me anyway
But darling when I see you, I see me
And it's alright
I never thought I'd fall in love again
It's alright
I look to you as my only friend
It's alright
I never thought that I could feel there's something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again
I never thought that you wanted for me to stay
So I left you with the girls that came your way
And darling when I see you I see me
I often thought that you'd be better off left alone
Well throw a circle round a man with broken bones
But darling when I see you, I see me
It's alright
I never thought I'd fall in love again
It's alright
I look to you as my only friend
It's alright
I never thought that I could feel there's something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again
You always looked like you had something else on your mind
When I try to tell you, you tell me "nevermind"
But darling when I see you, you see me
I wanna tell you that I never loved anyone else
You wanna tell me that you're better off by yourself
But darling when I see you, you see me
Oooh, oo-oo-oooh...
This is not what I'm like, this is not what I do
This is not what I'm like, I think I'm falling for you
This is not what I'm like, this is not what I do
This is not what I'm like, I think I'm falling for you
(repeat)
I never thought
This is not what I'm like, this is not what I do
I never thought
This is not what I'm like, I think I'm falling for you
(repeat)
I never thought that I could feel there's something
Rising, rising in my veins
And it looks like I feel there's something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again
I See You, You See Me
I never wanted to love you, but that's okay
I always knew that you'd leave me anyway
But darling when I see you, you see me
I asked the boys if they'd let me go out and play
They always said that you'd hurt me anyway
But darling when I see you, I see me
And it's alright
I never thought I'd fall in love again
It's alright
I look to you as my only friend
It's alright
I never thought that I could feel there's something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again
I never thought that you wanted for me to stay
So I left you with the girls that came your way
And darling when I see you I see me
I often thought that you'd be better off left alone
Well throw a circle round a man with broken bones
But darling when I see you, I see me
It's alright
I never thought I'd fall in love again
It's alright
I look to you as my only friend
It's alright
I never thought that I could feel there's something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again
You always looked like you had something else on your mind
When I try to tell you, you tell me "nevermind"
But darling when I see you, you see me
I wanna tell you that I never loved anyone else
You wanna tell me that you're better off by yourself
But darling when I see you, you see me
Oooh, oo-oo-oooh...
This is not what I'm like, this is not what I do
This is not what I'm like, I think I'm falling for you
This is not what I'm like, this is not what I do
This is not what I'm like, I think I'm falling for you
(repeat)
I never thought
This is not what I'm like, this is not what I do
I never thought
This is not what I'm like, I think I'm falling for you
(repeat)
I never thought that I could feel there's something
Rising, rising in my veins
And it looks like I feel there's something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again
segunda-feira, outubro 23, 2006
Ser Mulher
Ser mulher é, antes de abrir os olhos, já imaginar o dia. É levantar da cama com a preocupação de ter uma hora e meia para um bom café da manhã, tomar um bom banho, colocar lentes de contato, fazer maquiagem, escolher a roupa, o sapato, a bolsa. Tudo em nome da vaidade
Ser mulher é ter que carregar uma nécessaire que tenha desde pinça até absorvente, de batom até band-aid. É ter que carregar tudo isso dentro de uma bolsa média que também seja bonita e que combine com a roupa.
Mas se “Ser Mulher” fosse somente se preocupar com essas coisas, que num dia qualquer você pode deixar tudo em casa e sair sem se preocupar, seria tudo muito diferente.
Ser mulher é mais que isso.
Ser mulher é ter de sair pra trabalhar com a preocupação de chegar cedo, mas mesmo assim, não deixar que a cólica menstrual estrague seu dia. É ter de lidar com as cólicas, as espinhas e a TPM por pelo menos até os 45 anos. É ter de lidar com um fatídico absorvente, distraidamente mal colocado, que pode, no meio do caminho, causar uma catástrofe e que pode fazer você acabar tendo que voltar pra casa. É ter de ir trabalhar com cólicas de revirar os olhos maquiados, mas tendo de manter a carinha bonitinha e o batom dentro do contorno da boca. É ter de pegar o ônibus lotado e o metrô idem, com sacola da academia e bolsa no ombro e passar todo o trajeto em pé. E ainda olhar para a cara daquelas pessoas não tão velhas ou muito jovens que estão ali sentadas e não se oferecem nem pra segurar sua bolsa.
Ser mulher é andar na rua ouvindo cantadas impronunciáveis, muitas vezes de fazer o rosto corar e querer entrar no primeiro bueiro. Mas isso ainda é melhor do que levar uma passada de mão no bumbum ou, muito pior, nos peitos. Isso sim é horrível! Gostaria de saber se algum homem já levou uma passada de mão no bumbum ou nos peitos. E mesmo que isso já tenha acontecido, duvido que seja tão ultrajante quanto é para uma mulher. Uma mulher como eu, que cresceu sendo educada para ser educada, gentil. É, as coisas mudaram há muito tempo e eu não me adaptei.
Ser mulher é chegar no trabalho, subindo pelas escadas para manter as pernas em forma, sem poder derrubar uma gota de suor, senão fica feio. É ter de chegar de cara bonita mesmo depois de ter virado o pé nas calçadas esburacadas de São Paulo.
Ser mulher é ter de usar o tempo do escritório pra pagar as contas, resolver horários no médico, imprevistos com contratos de prestação de serviços. É ter de trabalhar sorrindo, porque o contrário quer dizer que você não está bem, apesar de estar apenas concentrada. É, antes de mais nada, cumprir com seu trabalho, nunca deixar acumular, nunca deixar que reclamem.
Ser mulher é não poder correr o risco de chegar tarde sozinha em casa. “Alvo fácil”, diz a polícia. Mas onde está a polícia que nunca passa na rua em que moro quando estou chegando? Só passa pela manhã. Grande feito!
Ser mulher é ter de ouvir que “se você não foi mãe, se não gerou um filho, não sabe o que é ser mulher!”
Apesar das contradições, não troco a minha posição. Posso me mimar comprando um simples brinco, uma bijouteria qualquer. Posso ter 50 pares de sapato no garda-roupas, mesmo não cabendo. Posso ter calças, blusas e vestidos de todas as cores e ir em festas sem repetir as roupas. Posso usar vestido de alcinha no calor, posso usar chinelo de dedo! E posso fazer isso no trabalho! E mesmo com cólica, se for um dia tranqüilo, estou satisfeita.
Ser mulher é mesmo uma dádiva. E minha melhor companhia sou eu mesma.
Na próxima venho mulher de novo.
Ser mulher é ter que carregar uma nécessaire que tenha desde pinça até absorvente, de batom até band-aid. É ter que carregar tudo isso dentro de uma bolsa média que também seja bonita e que combine com a roupa.
Mas se “Ser Mulher” fosse somente se preocupar com essas coisas, que num dia qualquer você pode deixar tudo em casa e sair sem se preocupar, seria tudo muito diferente.
Ser mulher é mais que isso.
Ser mulher é ter de sair pra trabalhar com a preocupação de chegar cedo, mas mesmo assim, não deixar que a cólica menstrual estrague seu dia. É ter de lidar com as cólicas, as espinhas e a TPM por pelo menos até os 45 anos. É ter de lidar com um fatídico absorvente, distraidamente mal colocado, que pode, no meio do caminho, causar uma catástrofe e que pode fazer você acabar tendo que voltar pra casa. É ter de ir trabalhar com cólicas de revirar os olhos maquiados, mas tendo de manter a carinha bonitinha e o batom dentro do contorno da boca. É ter de pegar o ônibus lotado e o metrô idem, com sacola da academia e bolsa no ombro e passar todo o trajeto em pé. E ainda olhar para a cara daquelas pessoas não tão velhas ou muito jovens que estão ali sentadas e não se oferecem nem pra segurar sua bolsa.
Ser mulher é andar na rua ouvindo cantadas impronunciáveis, muitas vezes de fazer o rosto corar e querer entrar no primeiro bueiro. Mas isso ainda é melhor do que levar uma passada de mão no bumbum ou, muito pior, nos peitos. Isso sim é horrível! Gostaria de saber se algum homem já levou uma passada de mão no bumbum ou nos peitos. E mesmo que isso já tenha acontecido, duvido que seja tão ultrajante quanto é para uma mulher. Uma mulher como eu, que cresceu sendo educada para ser educada, gentil. É, as coisas mudaram há muito tempo e eu não me adaptei.
Ser mulher é chegar no trabalho, subindo pelas escadas para manter as pernas em forma, sem poder derrubar uma gota de suor, senão fica feio. É ter de chegar de cara bonita mesmo depois de ter virado o pé nas calçadas esburacadas de São Paulo.
Ser mulher é ter de usar o tempo do escritório pra pagar as contas, resolver horários no médico, imprevistos com contratos de prestação de serviços. É ter de trabalhar sorrindo, porque o contrário quer dizer que você não está bem, apesar de estar apenas concentrada. É, antes de mais nada, cumprir com seu trabalho, nunca deixar acumular, nunca deixar que reclamem.
Ser mulher é não poder correr o risco de chegar tarde sozinha em casa. “Alvo fácil”, diz a polícia. Mas onde está a polícia que nunca passa na rua em que moro quando estou chegando? Só passa pela manhã. Grande feito!
Ser mulher é ter de ouvir que “se você não foi mãe, se não gerou um filho, não sabe o que é ser mulher!”
Apesar das contradições, não troco a minha posição. Posso me mimar comprando um simples brinco, uma bijouteria qualquer. Posso ter 50 pares de sapato no garda-roupas, mesmo não cabendo. Posso ter calças, blusas e vestidos de todas as cores e ir em festas sem repetir as roupas. Posso usar vestido de alcinha no calor, posso usar chinelo de dedo! E posso fazer isso no trabalho! E mesmo com cólica, se for um dia tranqüilo, estou satisfeita.
Ser mulher é mesmo uma dádiva. E minha melhor companhia sou eu mesma.
Na próxima venho mulher de novo.
quinta-feira, outubro 19, 2006
terça-feira, outubro 17, 2006
segunda-feira, outubro 16, 2006
A Hora da Foto
Então, eu comentei que na semana passada eu tinha ido à uma festa. Só não disse que era uma festa de aniversário para comemorar os oito anos da ONG da qual minha mãe faz parte. E essa tal ONG trata de assuntos da melhor idade, mas tinha tanta gente para parabenizar a ONG que nem foi tão naftalina quanto eu pensava (que maldade). Tinha até mais gente da minha idade, pois os associados levaram os filhos, os netos... No fim foi muito diferente e divertido e acabamos fazendo uma foto com as TOP da Organização pra registrar o momento histórico.

Dona Filomena, Dona Luciana (eu mesma), Dona Anita e Dona Olga.

Dona Filomena, Dona Luciana (eu mesma), Dona Anita e Dona Olga.
terça-feira, setembro 26, 2006
Agora vai!
segunda-feira, setembro 25, 2006
Luciana vai ao cinema
Ontem fui ao cinema ver O Diabo Veste Prada. Adorei ver a Merryl Streep no papel de vilã. Eu, que sempre lembro dos filmes dela como As Pontes de Madison ou Antes e Depois, ambos no papel de mãe de família, sempre enfrentando as mazelas da vida, me surpreendi ao ver a Miranda. É claro que também me lembro de filmes em que ela faz a vilã, como naquele The Manchurian Candidate (não lembro o título em português) ou da forte mulher que desce a correnteza em Rio Selvagem com o biruta do Kevin Bacon atormentando a pobrezinha! Mas naquele outro filme, um mais antigo, o Ela é o Diabo, ela começa o filme como "a outra" fazendo papel de mais ou menos má ou a madrasta incompreendida e rouba o marido bonito e burro da mulher feia e verdadeiramente má. Claro que também me lembro de filmes como Adaptação e As Horas, mas é que o papel dela nesse O Diabo Veste Prada é realmente diferente. E o "diferente" é que em nenhum momento ela passa aquela imagem de "ai, eu estou tão arrependida por ter sido má...". Não, ela é sempre má, pisa nos outros e faz de uma empresa inteira seus fantoches para que tudo saia como ela quer. Talvez ela não seja tão má quanto determinada e cheia de garra.
Mas o que valeu mesmo foi ter ido ver A Merryl Streep com cara de cruela, mas muito mais bonita que a Glenn Close. Ah, e aquela Anne Hathaway, achei que o cinema estaria lotado de pivetas desesperadas por causa daquelas duas bobagens que ela vez, O Diário da Pincesa I e II, mas acho que ainda não perceberam quem era a aspirante a "Miranda".
Mas o que valeu mesmo foi ter ido ver A Merryl Streep com cara de cruela, mas muito mais bonita que a Glenn Close. Ah, e aquela Anne Hathaway, achei que o cinema estaria lotado de pivetas desesperadas por causa daquelas duas bobagens que ela vez, O Diário da Pincesa I e II, mas acho que ainda não perceberam quem era a aspirante a "Miranda".
sexta-feira, setembro 22, 2006
100% CERTO
É possível uma semana começar bem e terminar bem?
É possível tudo acontecer exatamente da mesma forma que você planejou?
É possível?
É! E descobri que essa semana foi a melhor nos últimos seis meses. Perfeita.
É possível tudo acontecer exatamente da mesma forma que você planejou?
É possível?
É! E descobri que essa semana foi a melhor nos últimos seis meses. Perfeita.
quinta-feira, agosto 24, 2006
Uma imagem vale mais que mil palavras.
E uma música então, quantas palavras vale?
There is an End - The Greenhornes With Holly Golightly
Words disappear,
Words weren't so clear,
Only echos passing through the night.
The lines on my face,
Your fingers once traced,
Fading reflection of what was.
Thoughts re-arrange,
Familar now strange,
All my skin is drifting on the wind.
Spring brings the rain,
With winter comes pain,
Every season has an end.
I try to see through the disguise,
But the clouds were there,
Blocking out the sun (the sun).
Thoughts re-arrange,
Familar now strange,
All my skin is drifting on the wind.
Spring brings the rain,
With winter comes pain,
Every season has an end.
There is an End - The Greenhornes With Holly Golightly
Words disappear,
Words weren't so clear,
Only echos passing through the night.
The lines on my face,
Your fingers once traced,
Fading reflection of what was.
Thoughts re-arrange,
Familar now strange,
All my skin is drifting on the wind.
Spring brings the rain,
With winter comes pain,
Every season has an end.
I try to see through the disguise,
But the clouds were there,
Blocking out the sun (the sun).
Thoughts re-arrange,
Familar now strange,
All my skin is drifting on the wind.
Spring brings the rain,
With winter comes pain,
Every season has an end.
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